Ibovespa perde fôlego e recua com decisão de juros no radar; dólar cai

Investidores se preparam para a primeira superquarta do ano com expectativa de que Brasil e EUA mantenha as taxas de juros inalteradas

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
Painel eletrônico na B3, em São Paulo
Painel eletrônico na B3, em São Paulo  • 06/07/2023 REUTERS/Amanda Perobelli
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O Ibovespa opera em baixa nesta segunda-feira (26) com os investidores se preparando para a primeira superquarta do ano, na qual é esperado que tanto o Banco Central brasileiro quanto o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mantenham suas taxas de juros inalteradas.

Na última semana, o índice acionário acumulou ganho de 8,53%, ampliando a valorização do começo de ano para 11,01%, impulsionado principalmente por compras de estrangeiros que, apenas neste mês, já são responsáveis por uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões na bolsa paulista, segundo dados da B3 até o dia 21.

Nesta segunda, após uma abertura positiva nos primeiros minutos, o Ibovespa se firmou em queda, em um movimento que se alinha com o ambiente menos favorável ao risco observado no exterior, ao passo que as atenções nos mercados se voltam para as decisões de política monetária da semana.

Às 15h20, o Ibovespa recuava 0,32%, aos 178.291 pontos.

O dólar abriu a tarde em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior.

No mesmo horário, o dólar à vista apresentava baixa de 0,39%, cotado a R$ 5,268.

"Esse movimento é típico quando investidores ficam em compasso de espera antes de dados macro importantes e diante de notícias externas que influenciam o sentimento", disse Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

No Brasil, a aposta majoritária do mercado é de que o Banco Central mantenha a Selic nos atuais 15% ao ano, enquanto o Fed siga com sua taxa na faixa de 3,50% a 3,75%. Dessa forma, as atenções se voltarão principalmente para os comunicados de ambas as instituições, na busca por sinalizações sobre os próximos passos. Ambos os bancos centrais anunciam suas decisões na quarta-feira.

Em relação à geopolítica, Trump deu um alívio temporário aos mercados na semana passada quando pareceu recuar das ameaças de impor tarifas aos aliados europeus caso eles não o deixassem assumir o controle da Groenlândia.

No entanto, com a perspectiva de mais sanções contra o Irã no horizonte, não havia trégua no nervosismo dos investidores.

Nesse cenário, o ouro ultrapassou US$5.000 a onça pela primeira vez na história, enquanto o dólar recua contra uma cesta de moedas.

*Com informações da Reuters

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