Ibovespa perde força, mas renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai

Principal índice da bolsa renova máxima intradiária nos primeiros minutos do pregão desta quarta-feira

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa renovou a máxima histórica e fechou acima dos 161 mil pontos pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira (3). O principal índice da bolsa operou todo o dia em alta e nos primeiros minutos do pregão se aproximou dos 162 mil pontos.

Em meio as apostas de corte de juros nos Estados Unidos na próxima semana, o índice renovou a máxima intradia, aos 161.963,49 pontos.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,41%, aos 161.755,18 pontos.

As ações da Vale e da Petrobras puxaram o índice para cima neste pregão, com valorização de 3,23%% e 1,24%, respectivamente. No contrapeso do dia, está o Bradesco com queda de 2,76%.

A alta ganhou força após o relatório da ADP mostrar que 32 mil vagas foram perdidas no setor privado americano em novembro. Os dados reforçam a percepção de desaceleração da economia dos EUA e aumentam a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião.

Além do cenário externo, os investidores aumentaram a expectativa de início do ciclo de queda da Selic em janeiro, após os dados fracos da produção industrial no Brasil divulgados ontem.

O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,31%, aos R$5,3136 na venda. No ano, a divisa acumula perdas de 14,01%.

Após oscilar abaixo dos R$ 5,30 no início da tarde, o dólar fechou em queda no Brasil, pouco acima deste nível, acompanhando o recuo quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, em meio à perspectiva de corte de juros nos EUA.

Setor privado dos EUA perde 32 mil empregos

As contratações caíram significativamente em empresas do setor privado dos Estados Unidos em novembro, segundo novos dados da gigante de folha de pagamento ADP.

A ADP estimou que 32 mil empregos foram perdidos no setor privado no mês passado, uma queda significativa em relação aos 47 mil empregos criados em outubro, número revisado para cima.

Os dados reforçam a percepção de desaceleração da economia dos EUA e aumentam a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião, que acontece na próxima semana.

Corte da Selic no radar

As apostas do mercado pelo início do ciclo de queda da Selic em janeiro aumentam após os dados fracos da produção industrial brasileiras divulgados ontem.

A indústria brasileira registrou crescimento abaixo do esperado em outubro, caminhando para o fim do ano sem ganhar ritmo em um ambiente interno adverso e em meio a incertezas no cenário externo.

Em outubro a produção industrial teve avanço de 0,1% em relação ao mês anterior, resultado que ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,4%.

*Com informações da Reuters

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