Ibovespa fecha em forte alta; dólar cai a R$ 4,95, menor valor em dois anos

Pregão foi marcado pela recuperação do índice, após seis quedas seguidas, mas abril termina no zero a zero

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (30), em pregão de recuperação, mas terminou abril quase no zero a zero, após uma sequência de quedas que o distanciou da marca inédita de 200 mil que ensaiou atingir em meados do mês.

O Ibovespa encerrou o dia com valorização de 1,39%, aos 187.317,64 pontos, mas caiu 1,8% na semana e terminou abril com variação negativa de 0,08%.

Na máxima do dia, chegou a 187.920,77 pontos. Na mínima, marcou 184.758,66 pontos. O volume financeiro somou R$ 28,8 bilhões.

Já o dólar à vista fechou em baixa de 1,00%, cotado a R$ 4,9523 na venda - menor valor em mais de dois anos. Na semana, acumulou queda de 0,94%.

Desde que renovou as máximas históricas em meados do mês e ensaiou bater a marca inédita de 200 mil pontos, o Ibovespa fechou no azul em apenas um pregão de dez sessões, acumulando no período um declínio de 7%.

Tal movimento teve como pano de fundo a saída de estrangeiros, que vinham sustentando as ações brasileiras. No mês, o saldo ainda está positivo, em R$ 6,9 bilhões, conforme dados da B3 até o dia até o dia 28. Até o 15, porém, havia uma entrada líquida de R$ 14,6 bilhões.

Investidores continuam monitorando o cenário geopolítico, onde os preços do petróleo recuavam após o barril atingir mais cedo uma máxima de quatro anos, superando US$ 126, em meio a preocupações de escalada na guerra entre Estados Unidos e Irã.

O site de notícias Axios publicou na noite de quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber informações nesta quinta-feira sobre os planos para uma série de novos ataques militares contra o Irã.

Com tal possibilidade, o barril de petróleo sob o contrato Brent disparou para máxima desde março de 2022, após a invasão da Rússia na Ucrânia. Mas o movimento arrefeceu e o preço da commodity fechou em queda.

A temporada de balanços no Brasil também ocupou as atenções, incluindo os números de Suzano e Motiva, divulgados na véspera, assim como a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic na quarta-feira para 14,50% ao ano.

No comunicado que acompanhou a decisão, o BC defendeu serenidade e cautela na condução dos juros para que os passos futuros da calibração da Selic "possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos".

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