Ibovespa cai 4% e dólar sobe a R$ 5,60 em julho, com impactos de tarifa
Na véspera, Banco Central decidiu manter taxa de juros no Brasil, enquanto Estados Unidos anunciaram exclusões para tarifa de 50% aplicada sobre produtos brasileiros

O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira (31) em queda, enquanto o dólar subiu ante o real, conforme investidores reagiam a decisões de juros na véspera e as exclusões para a tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Além disso, acompanhavam os balanços, o declínio dos futuros de minério de ferro e dados mais fracos na China.
O Ibovespa, referência do mercado acionário, recuou 0,69%, aos 133.071,05 pontos, neste pregão. O marco representa perda de 4,16% no mês.
O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,21%, a R$ 5,6004 na venda. Em julho, a divisa norte-americana acumulou ganho de 3%.
O avanço das cotações no Brasil era justificado em parte pela alta da moeda norte-americana também no exterior. Às 10h40, o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,24%, a 100,030.
O dólar ganhava força ante outras divisas após o Federal Reserve ter mantido na véspera sua taxa de juros na faixa de 4,25% a 4,50%.
Jerome Powell indicou não ter pressa em reduzir os juros – algo que, em tese, é favorável à moeda norte-americana – e também deu poucas informações sobre quando os juros poderão cair novamente.
No Brasil, a disputa pela formação da Ptax de fim de mês também influenciava os preços. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.
No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Outro fator de atenção era a questão comercial, após os Estados Unidos confirmarem na véspera uma tarifa de 50% para os produtos brasileiros, mas excluírem da cobrança uma série de itens – de suco de laranja e aeronaves civis até celulose e produtos petrolíferos.
Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo brasileiro vai recorrer da decisão dos Estados Unidos. Segundo ele, o plano de contingência do governo também será recalibrado após as exclusões anunciadas por Washington.
*Com informações da Reuters


