Ibovespa fecha em alta puxado por Itaú Unibanco e B3; dólar cai a R$ 5,22

Ações do Bradesco foram o contraponto negativo no pregão após o balanço do banco frustrar mercado

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (6), blindado pela performance robusta das ações do Itaú Unibanco e da B3, em pregão de forte queda dos papéis do Bradesco, após previsões do banco para o ano frustrarem expectativas de analistas.

O Ibovespa encerrou o dia com valorização de 0,45%, aos 182.949,78 pontos -- na semana, acumula alta de 0,87%.

 

Já o dólar terminou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão no geral positiva para ativos de risco ao redor do mundo.

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,66%, aos R$ 5,2195. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,54% e, no ano, recuo de 4,91%.

Ao longo do dia, o mercado também analisou os resultados corporativos do quarto trimestre de 2025 e as projeções revisadas do PIB divulgadas durante a manhã pelo Ministério da Fazenda.

Para o especialista em investimentos Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital, o Ibovespa teve um dia volátil, contrabalançando a melhora em Wall Street e o fluxo estrangeiro com a queda do minério de ferro e os números do Bradesco.

Iarussi vê o mercado brasileiro ainda apoiado no curto prazo pela entrada de capital externo, que deve continuar, ajudado por preços atrativos no Brasil e migração global para ativos de mercados emergentes, além da expectativa de queda da Selic.

"Algo parece estranho, sim, no curtíssimo prazo", afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista, avaliando que o mercado internacional entrou em um movimento claro de realização, enquanto, no Brasil, o Ibovespa ainda mostra fôlego -- mas até certo ponto.

"A divergência pode cobrar seu preço caso a aversão a risco lá fora se intensifique, especialmente após quedas fortes de ativos como bitcoin, ouro e prata no último pregão (quinta-feira)", acrescentaram, ressaltando, porém, que isso não muda o cenário positivo para o Ibovespa no médio prazo.

Para os analistas, o Ibovespa também segue em tendência de alta de curto prazo e próximo da resistência em 187.400 pontos. "Se conseguir renovar a região de máxima, o caminho seguirá livre para atingir os 200.000 pontos", acrescentaram, avaliando que, do lado da baixa, há espaço para realização de lucro.

"Neste caso, o índice encontrará suportes em 180.000, 177.700 e 171.800 pontos -- patamar que mantém o índice em tendência de alta."

Projeções do PIB

O Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento da economia de 2,2% para 2,3% em 2025. Para 2026, a previsão de crescimento foi revisada de 2,4% para 2,3%. Os números estão no boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), divulgado nesta sexta-feira (6).

De acordo com a pasta, a revisão dos dados de atividade com a divulgação do PIB do terceiro trimestre levaram a mudanças relevantes no carregamento estatístico para o ano e à alta nessa estimativa para 2025.

Já para este ano, a revisão para baixo foi motivada pela desaceleração mais pronunciada da atividade projetada para o segundo semestre de 2025, reduzindo o carregamento estatístico para 2026.

*Com informações da Reuters

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