Ibovespa fecha em alta com maior apetite por risco; dólar cai a R$ 5,38

Principal índice da bolsa encerrou o dia acima dos 163 mil pontos com impulso de Vale e bancos

Diana Ribeiro, da CNN Brasil
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O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (6), impulsionado pelo ambiente global mais favorável a ativos de risco, tendo também como suporte ganhos de ações de peso do índice, como Vale e papéis do setor financeiro, que tiveram mais uma sessão positiva.

Os agentes voltam suas atenções para os fundamentos e para agenda de indicadores macroeconômicos, já que a tensão na Venezuela não dá sinais de piora ou de grande contágio nos mercados. A percepção dos investidores é de resiliência, apesar de possíveis riscos externo.

O Ibovespa fechou em alta de 1,11%, aos 163.663 pontos.

A Vale foi um dos destaques positivos deste pregão, com alta de 3,76%. O avanço acontece em linha com o avanço do  minério de ferro, que atingiu o maior preço dos últimos 5 meses.

Entre os destaques negativos, as ações da Petrobras caíram em meio ao incidente na Foz do Amazonas e o recuo do petróleo. A queda atingiu tanto os papéis preferenciais quanto os ordinários, com recuo 1,85% e 1,92%, respectivamente.

Já o dólar emplacou a quarta sessão consecutiva de queda ante o real, encerrando abaixo dos R$ 5,40, em um dia no geral positivo para os ativos brasileiros e de menor preocupação com a situação da Venezuela.

O dólar à vista fechou o dia em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,3819.

Nesta semana, os destaques da agenda local são os dados de produção industrial, na quinta-feira, e os números do IPCA de dezembro e da inflação acumulada em 2026, que saem sexta-feira.

No exterior, os negócios são impulsionados pelas expectativas de cortes na taxa de juros norte-americana. As atenções se voltam para o relatório mensal de emprego dos EUA, que será divulgado na sexta e pode influenciar as expectativas para a política monetária do país.

Serviços no Brasil

A atividade de serviços do Brasil ganhou impulso no final de 2025 ⁠graças a uma substancial melhora da demanda, ‍e terminou o ano com a expansão mais forte em pouco mais de um ano, apontou uma pesquisa do setor privado nesta terça-feira (6).

PMI (Índice de Gerentes de Compras), compilado pela S&P Global, subiu a 53,7 em dezembro, de 50,1 em novembro e nível mais alto desde outubro de 2024. A marca de 50 separa retração de expansão.

*Com informações da Reuters

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