Mercados globais ganham impulso após discurso de Powell
Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, subia mais de 2%; Wall Street também operava em alta, enquanto investidores analisam sinalizações sobre trajetória de juros

Os mercados globais ganhavam impulso nesta sexta-feira (22), em reação ao discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, enquanto obtinham informações sobre a trajetória da taxa de juros dos EUA.
Em um de seus discursos mais importantes, Powell sugeriu que o mercado de trabalho poderia se beneficiar de taxas mais baixas, que o Fed manteve inalteradas por oito meses consecutivos.
Os principais índices de Wall Street saltavam após a fala de Powell. Por volta de 12h50 (horário de brasília), o índice de referência do mercado norte-americano S&P 500 subia 1,60%.
No mesmo horário, o Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, subia 2,15%, a 137.399,63 pontos.
As bolsas europeias também tinham alta nesta sexta. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,42%, a 562,61 pontos. A Bolsa de Londres subia 0,13%, a de Paris avançava 0,40% e a de Frankfurt ganhava 0,26%.
A expectativa, segundo o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, é de que o discurso de Powell dê o tom sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.
"A fala do chair do Fed é vista como determinante para calibrar apostas sobre a trajetória dos juros nos EUA, em especial quanto à possibilidade de corte já em setembro", disse.
Discurso de Powell
O mercado de trabalho está em terreno tão instável que o Federal Reserve pode precisar em breve cortar as taxas de juros para dar suporte à economia, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, nesta sexta.
“Os riscos negativos para o emprego estão aumentando”, disse Powell em comentários preparados para seu discurso principal no simpósio econômico anual do Federal Reserve Bank de Kansas City, em Jackson Hole, Wyoming.
Ele afirmou que a possibilidade de as tarifas de Trump terem apenas um efeito de curta duração sobre a inflação é “razoável”.
“Com a política em território restritivo, a perspectiva básica e a mudança no equilíbrio de riscos podem justificar o ajuste de nossa postura política”, acrescentou.
*Com informações da Reuters


