Ouro fecha em alta com otimismo no Oriente Médio e dólar enfraquecido
Analistas avaliam que esperanças para fim da guerra aliviam aliviam preocupações de que bancos centrais terão que responder aos maiores riscos de inflação com uma política monetária mais restritiva

O ouro fechou em alta na sessão desta sexta-feira (17) em meio a certo alívio das tensões no cenário geopolítico com a liberação do Estreito de Ormuz e o início do cessar-fogo entre Israel e Líbano. Um dólar mais fraco, também em reação às mudanças no Oriente Médio, ajudaram a manter o ouro valorizado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 1,5%, a US$ 4.879,6 por onça-troy, registrando ganho semanal de 1,9%. Já a prata para maio fechou com avanço de 4%, a US$ 81,842, subindo 7% na semana.
O Irã anunciou nesta sexta pela manhã que o Estreito de Ormuz está aberto e deve permanecer assim pelo tempo que durar a trégua entre Israel e Líbano, que tem duração prevista de 10 dias. Em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os israelenses estão "proibidos" de bombardear Beirute.
Também contribuindo com o otimismo, a mídia internacional afirmou que os EUA devem se reunir com os iranianos neste fim de semana, com a expectativa de que um acordo definitivo para encerrar a guerra seja firmado.
Analistas do Commerzbank destacam que as esperanças para o fim da guerra aliviam "as preocupações de que os bancos centrais terão que responder aos maiores riscos de inflação com uma política monetária mais restritiva, aumentando assim o custo de oportunidade de manter o ouro".
Após as novidades no fronte diplomático, o mercado passou a acreditar na possibilidade do Fed (Federal Reserve) cortar os juros ainda em 2026. Segundo a ferramenta do CME Group, a maior parte dos investidores acredita que as taxas serão reduzidas em dezembro.
Também em reação ao noticiário geopolítico, o dólar recuou, deixando o ouro mais barato para compradores com moedas diferentes do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda ante pares globais, chegou a 98,023 por volta das 14h30 (de Brasília).
*Com informações de Dow Jones Newswires.


