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Ouro fecha em queda com menor aposta em corte de juros do Fed

Mercado cauteloso após fim do shutdown também afetou variação de preço do metal

Pedro Lima*, do Estadão Conteúdo
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O ouro fechou em queda nesta segunda-feira (17) pressionado pelo dólar ligeiramente mais forte e pela revisão das apostas de que o Federal Reserve poderá cortar juros já em dezembro. Persistem ainda os efeitos do mais longo shutdown da história nos Estados Unidos, que deixou o mercado sem visibilidade sobre indicadores centrais e manteve a volatilidade elevada.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,48%, a US$ 4.074,50 por onça-troy.

O humor segue frágil após o fim do maior shutdown da história americana, que deixou o mercado e o Fed "no escuro" quanto aos dados oficiais de emprego e inflação, apesar dos números do setor privado, apontou Aaron Hill, da FP Markets.

Segundo ele, um eventual relatório fraco de empregos nesta semana - com contração de vagas no payroll de setembro, que deve ser divulgado na quinta-feira - "pode pressionar o dólar e elevar as apostas em cortes".

A moeda americana ainda tinha alta até o fechamento do ouro, o que reduz a atratividade do metal para compradores internacionais.

Já a cautela com a política monetária ganhou força após declarações mais prudentes de dirigentes do Fed. Para Soojin Kim, do MUFG, os dirigentes do BC americano estão "menos propensos" a se comprometer com um corte de juros após o atraso de indicadores do shutdown, enfraquecendo expectativas para uma política "mais frouxa".

Segundo ferramenta de monitoramento do CME Group, a probabilidade de um corte em dezembro caiu para cerca de 39,9%, de 62,4% registrado há uma semana.

Para a Sucden Financial, o ouro tende a permanecer volátil: o fim do shutdown reduz a demanda de curto prazo por proteção, mas o metal segue resiliente na faixa de US$ 4.050-US$ 4.100, em meio à incerteza sobre os dados atrasados de outubro.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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