Ouro ultrapassa US$ 5,1 mil e atinge recorde de alta em corrida por refúgio

Ouro à vista subia 2,2%, a US$ 5.089,78 por onça, depois de ter atingido anteriormente um recorde histórico de US$5.110,50

Kavya Balaraman, Anjana Anil e Swati Verma, da Reuters, em Bengaluru
Compartilhar matéria

O ouro atingia um recorde de alta acima de US$ 5.100 por onça nesta segunda-feira (26), ampliando um 'rally' ⁠histórico, à medida que os investidores se voltavam para ‍o ativo refúgio em meio a crescentes incertezas geopolíticas.

O ouro à vista subia 2,2%, a US$ 5.089,78 por onça, depois de ter atingido anteriormente um recorde histórico de US$ 5.110,50.

Os contratos futuros de ouro dos Estados Unidos, para entrega em fevereiro, também apresentavam o mesmo avanço, para US$ 5.086,30 por onça.

O metal disparou 64% em 2025, seu maior ganho anual desde 1979, impulsionado pela demanda por um refúgio seguro, pela flexibilização da política ​monetária dos Estados Unidos, pelas compras robustas ⁠dos bancos centrais, incluindo o décimo quarto mês consecutivo de compras da China em ‌dezembro, e pelos fluxos recordes de entrada em fundos negociados em bolsa.

Os preços atingiram picos recordes consecutivos na semana passada e já subiram mais de ⁠18% este ano.

O mais recente catalisador "é efetivamente essa crise de confiança na administração dos ‌Estados ‍Unidos e nos ativos dos Estados Unidos, que foi desencadeada por algumas das decisões erráticas da administração ‍Trump na semana passada", disse Kyle Rodda, analista sênior de mercado da Capital.com.

O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou abruptamente, na quarta-feira (21), das ameaças de impor tarifas aos aliados europeus como forma de pressão para tomar a Groenlândia.

No fim ⁠de semana, Trump disse que imporia uma tarifa de 100% sobre o Canadá se o país seguisse adiante em um acordo comercial com a China.

Ele também ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, em um aparente esforço ‌para pressionar o presidente francês, Emmanuel Macron, a aderir ​à sua iniciativa do Conselho da Paz.

Alguns observadores temem que o conselho possa minar o papel das Nações Unidas como a ⁠principal plataforma global para a resolução de conflitos, embora Trump tenha dito que trabalhará com a ONU.

"Esse governo Trump causou uma ruptura permanente na forma como as coisas são feitas e, portanto, agora todos estão correndo para o ouro como a única alternativa", acrescentou Rodda.

Os analistas esperam que os preços do ouro subam ainda mais em direção a US$ 6.000 este ano, devido às crescentes tensões globais, bem como à forte demanda dos bancos centrais e do varejo.

A prata à vista avançava 4,8% para US$ 107,903, ⁠depois de atingir um recorde de US$ 109,44. A platina à vista subia 3,4%, para US$ 2.861,91 por onça, depois de atingir um recorde de US$ 2.891,6 no início da sessão, enquanto o paládio à vista se valorizava 2,5%, ⁠em US$ 2.060,70, tendo atingido uma alta de mais de três anos.

A prata subiu acima da marca de US$ 100 pela primeira vez na sexta-feira (23), ampliando seu aumento de 147% no ano passado, uma vez que os fluxos de investidores de varejo e as compras impulsionadas pelo impulso agravaram um período prolongado de aperto nos mercados físicos do metal.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais
Tópicos