Petróleo bate US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio
Contratos fututos sobem pela quinta sessão seguida em meio ao temor de disrupção nas cadeias de abastecimento global

Os contratos futuros do petróleo têm novo dia de alta nesta quinta-feira (23), atigindo o maior valor em dois meses ao superar o patamar psicológico de US$ 100, com a escalada dos conflitos no Oriente Médio reforçando o temor de disrupção nas cadeias de abastecimento global.
Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram na quinta-feira que atacaram dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do quase fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Enquanto isso, as forças armadas dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, sob ordens do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de ataques americanos e provocando novas retaliações iranianas.
Por volta de 11h05, os contratos futuros do Brent - usado como base do mercado global - subiam 6,9%, na casa de US$ 100,56 o barril.
Na mesma hora, os contratos futuros do WTI - referência nos EUA - ganhavam 5,6%, a US$ 91,71 o barril.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA) anunciou em uma publicação nas redes sociais, na noite de quarta-feira (22), que as Forças Armadas americanas completaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã.
“As forças americanas atacaram alvos militares iranianos, incluindo instalações marítimas, depósitos de mísseis e drones, locais de vigilância costeira e ativos de defesa aérea”, disse o CENTCOM em X.
O exército dos Estados Unidos afirmou que "os ataques reduziram ainda mais a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais".
O comunicado acrescentou que as forças americanas alvejaram, neste mês, “dezenas de instalações militares iranianas em terra, ao mesmo tempo que retomaram o bloqueio marítimo contra o Irã”. O CENTCOM não forneceu detalhes adicionais sobre o número de alvos atingidos na quarta-feira.
Ao falar com jornalistas à margem da cúpula da ASEAN em Manila, capital das Filipinas, Rubio afirmou: "O Irã está nos implorando, direta e indiretamente: 'Vamos fazer um acordo. Vamos conversar. Vamos conversar'."
Ele acrescentou que, sempre que os EUA e o Irã concordam com um acordo de cessar-fogo, "aqueles que estão no comando lá ou o rompem ou querem alterá-lo".
Com informações da Reutes e CNN Internacional


