Petróleo cai ao menor valor desde março com negociação entre EUA e Irã

Autoridades se encontraram em Doha, buscando chegar a um ⁠acordo sobre o fluxo de navios ⁠pelo Estreito de Ormuz e garantir um cessar-fogo duradouro

Por Nicole Jao, da Reuters
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Os preços do petróleo caíram mais de 1% ​nesta quarta-feira (1º), atingindo seus níveis mais ​baixos desde março, à medida que o otimismo em relação às negociações entre os Estados Unidos e o Irã dissipou as preocupações com a oferta, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações no Catar haviam ocorrido bem.

Os contratos futuros do Brent fecharam com queda de ⁠US$ 1,38, ou 1,89%, a ​US$ 71,57 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos ​EUA recuou 1,32%, a US$ 68,58 o barril.

Ambos os índices de referência ⁠fecharam nos níveis mais baixos em ⁠quatro meses.

“As negociações que estão ocorrendo atualmente no Catar ​são ‌vistas como positivas, o que permitiu que os preços caíssem ainda mais”, ⁠disse o analista do Saxo Bank, Ole Hansen.

“Há uma chance de que possamos ver preços ainda mais baixos.”

Trump afirmou nesta quarta-feira que os EUA estavam se ‌dando ⁠muito bem ‌com o Irã e que as recentes reuniões no Catar transcorreram bem.

Os EUA e o Irã mantiveram conversações técnicas em Doha, buscando chegar a um ⁠acordo sobre o fluxo de navios ⁠pelo Estreito de Ormuz e garantir um cessar-fogo duradouro, segundo uma fonte com conhecimento direto ‌das negociações e uma autoridade iraniana.

Os EUA e o Irã têm trocado farpas publicamente sobre o significado do pacto provisório, trocando ataques militares na última semana.

“Há mais otimismo à medida que mais petróleo passa ‌pelo Estreito de Ormuz”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. “O mercado está sinalizando que, assim que superarmos isso, as restrições ⁠serão removidas e provavelmente produziremos mais petróleo no mundo do que jamais produzimos.”

O tráfego de petroleiros pelo estreito começou a se recuperar, com o ​vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmando que o fluxo de petróleo pela ​via navegável havia retornado aos níveis pré-guerra, sem citar números.

 

 

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