Petróleo cai mais de 2% após dados de empregos nos EUA

Vagas de emprego aumentaram menos que esperado em agosto, sugerindo que provavelmente não haverá um grande corte na taxa de juros dos EUA

Por Nicole Jao, da Reuters
Unidade de produção de petróleo
Unidade de produção de petróleo  • Angus Mordant/Reuters
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O petróleo caía mais de 2% nesta sexta-feira (6) depois que dados mostraram que o emprego nos Estados Unidos aumentou menos do que o esperado em agosto, e estava a caminho de uma grande perda semanal, já que as preocupações com a demanda superaram um atraso no aumento da oferta pelos produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+).

Os futuros do petróleo Brent caíam US$1,74, ou 2,39%, a US$70,95 o barril por volta de 14h10 (horário de Brasília).

Os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos (WTI) caíam US$ 1,66, ou 2,4%, a US$ 67,49.

Na semana, o Brent estava a caminho de registrar um declínio de 10%, enquanto o WTI caminhava para uma queda de cerca de 8%.

Dados do governo dos EUA divulgados nesta sexta-feira mostraram que o emprego aumentou menos do que o esperado em agosto, mas uma queda na taxa de desemprego para 4,2% sugeriu que uma desaceleração ordenada do mercado de trabalho continuou e provavelmente não justifica um grande corte na taxa de juros pelo Federal Reserve neste mês.

"O relatório de empregos foi um pouco fraco e sugeriu que a economia dos EUA está em declínio", disse Bob Yawger, diretor executivo de futuros de energia da Mizuho.

Preocupações com a demanda chinesa também continuaram a pressionar os preços do petróleo, disse Yawger.

Na quinta-feira, o Brent fechou em seu menor preço desde junho de 2023, apesar de uma queda de estoques de petróleo dos EUA e da decisão da Opep+ de adiar os aumentos planejados na produção de petróleo.

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