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Petróleo fecha em alta com tom mais ameno de EUA e China

Analistas afirmam que a curto prazo, perspectiva para commodity está ligada diretamente ao resultado das negociações sobre tarifas

Letícia Araújo*, especial para a AE, do Estadão Conteúdo
Campo de petróleo na Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA  • 18/02/2025REUTERS/Eli Hartman
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Os contratos futuros do petróleo encerraram em alta nesta segunda-feira (13), com declarações mais amenas dos Estados Unidos sobre a imposição tarifária contra a China. A commodity recuperou parte das perdas da sexta-feira (10), quando tombou diante do anúncio das tarifas.

O petróleo WTI para novembro, negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange), fechou em alta de 1,00% (US$ 0,59), a US$ 59,49 o barril. Já o Brent para dezembro, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), avançou 0,94% (US$ 0,59), a US$ 63,32 o barril.

Qualquer eventual nova liquidação do mercado de petróleo será limitada pela disposição dos EUA e da China em negociar, afirmou o banco DBS à CNBC. A curto prazo, a perspectiva para a commodity está ligada diretamente ao resultado das negociações sobre as tarifas.

Já o Goldman Sachs afirma que a questão é se as tarifas "serão implementadas, com impactos severos na cadeia de suprimentos globais e especialmente na produção de alta tecnologia, ou se serão apenas medidas para ganhar vantagem nas negociações".

O relatório mensal da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) sobre o mercado da commodity também repercutiu as tensões tarifárias entre EUA e China, com o grupo afirmando que a medida "destaca a incerteza em torno da política comercial".

Para 2025 e 2026, o grupo continua prevendo um aumento na oferta e na demanda.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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