CNN Brasil Money

Petróleo fecha em queda de olho em possível alívio entre Rússia e Ucrânia

Investidores ponderam desdobramentos de possível acordo de cessar-fogo com encontro de Putin com delegação norte-americana em Moscou

Isabella Pugliese Vellani*, do Estadão Conteúdo
Petróleo Brent para fevereiro, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), recuou 1,14% (US$ 0,72), a US$ 62,45 o barril  • 18/02/2025REUTERS/Eli Hartman
Compartilhar matéria

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (2), depois de operarem voláteis durante a sessão, à medida que os investidores ponderam os desdobramentos de um possível acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, diante do encontro do líder russo, Vladimir Putin, com uma delegação norte-americana em Moscou.

O petróleo WTI para janeiro fechou em queda de 1,14% (US$ 0,68), a US$ 58,64 o barril, negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange). Já o Brent para fevereiro, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), recuou 1,14% (US$ 0,72), a US$ 62,45 o barril.

Antes de se reunir com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o Jared Kushner - genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Putin alegou que os líderes europeus querem "dificultar" as propostas de Washington e insistiu que eles "não têm uma agenda pacífica", de acordo com o jornal britânico The Guardian.

Segundo a Axios, após o encontro na capital russa, é esperado que a delegação americana viaje para encontrar o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski.

Na avaliação do Ritterbusch, os preços do petróleo caem enquanto acompanham as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

"À medida que o setor energético entra lentamente em um período de negociações com volume reduzido devido ao feriado nas próximas semanas, a possibilidade de uma grande oscilação de preços diminui, a menos que haja um avanço significativo nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia", diz, ao mencionar que considera a probabilidade de uma resolução para o conflito no Leste Europeu como "baixa".

Para o Julius Baer, no entanto, as recentes tensões geopolíticas provavelmente não alterarão a perspectiva de longo prazo para os preços do petróleo, gerando um impacto apenas no curto prazo. "Além disso, crescem as preocupações com o fornecimento de petróleo da Venezuela em vista do aumento da pressão dos EUA", pondera.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Acompanhe Economia nas Redes Sociais