Petróleo atinge maior patamar em um mês com redução do tráfego em Ormuz

Brent, referência global, passou a ser negociado em seu nível mais alto desde 12 de junho

Stephanie Yang, da CNN*, Estados Unidos
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Os preços globais do petróleo subiram para o nível mais alto em um mês, enquanto os Estados Unidos lançavam ataques contra o Irã e o tráfego pelo Estreito de Ormuz diminuía.

O petróleo Brent, referência global, subia 0,84%, para US$ 83,95 o barril, às 12h30 (horário de Brasília). Os contratos futuros de petróleo dos EUA subiram 0,67%, para US$ 78,70 o barril, somando-se à alta de 9% da véspera.

O mercado fica atento agora para o recuo de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (14) que acordos comerciais e de investimento com os países do Golfo substituirão a taxa de 20% que ele havia proposto no dia anterior para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Disputa impacta logística

Segundo os dados mais recentes da Kpler, empresa que monitora o tráfego marítimo, apenas dez embarcações comerciais, nenhuma transportando petróleo bruto, puderam ser rastreadas transitando pelo Estreito de Ormuz ontem, horário local.

Um quinto do abastecimento mundial de petróleo transita pelo Estreito de Ormuz, e seu fechamento efetivo durante a guerra no Oriente Médio fez com que os preços disparassem devido às expectativas de uma escassez global sem precedentes.

No entanto, os compradores estão encontrando soluções alternativas para a escassez de oferta, limitando, por ora, novos aumentos de preço. Os principais consumidores de petróleo bruto têm recorrido a estoques de emergência, ao mesmo tempo que compram mais energia dos EUA, o maior produtor mundial de petróleo e gás natural.

A China está exportando níveis recordes de tecnologia de energia limpa, à medida que os países buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis após o conflito no Irã. As importações chinesas de petróleo bruto em junho caíram 41,3% em relação ao ano anterior, segundo dados alfandegários divulgados nesta terça.

Os países do Golfo estão estudando a possibilidade de construir rapidamente oleodutos para evitar o Estreito de Ormuz, que, segundo previsões de analistas do Goldman Sachs, poderá substituir cerca de metade das exportações do Golfo em relação ao período anterior à guerra até o final de 2027.

*Sandi Sidhu, da CNN, contribuiu com esta reportagem.

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