Veja os FIIs mais recomendados para investir em junho

Levantamento da CNN considerou avaliação de cinco instituições financeiras

Marien Ramos, Beatriz Oliveira, da CNN
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A Kinea Rendimentos Imobiliários foi o fundo de investimento imobiliário (FII) mais indicados para junho de 2025, segundo levantamento da CNN com bancos e corretoras.

Foram consideradas as avaliações de cinco instituições financeiras: BTG, EQI Research, Empiricus, Genial Investimentos e Itaú BBA.

Opções com 4 indicações:

  • Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11)

Opções com 3 indicações:

  • BTG Pactual Logística Fundo de Investimento (BTLG11);
  • RBR Rendimento High Grade (RBRR11);
  • Bresco - Fundo DE Investimento Imobiliário (BRCO11);
  • CSHG Renda Urbana (HGRU11).

Entre os principais pontos apontados pelos bancos e corretores para a escolha do fundo imobiliário mais indicado destacaram a grande representatividade no segmento de recebíveis e uma excelente liquidez, sendo um dos mais negociados de toda a indústria.

Além disso, também foi destacado a carteira de devedores sólidos e com baixo risco de inadimplência do fundo.

Olhando para o rendimento de maio, o IFIX — índice que mede o comportamento dos fundos imobiliários mais negociados na bolsa — segue próximo das máximas históricas e alcançou em meados de maio um novo recorde em mais de um ano.

O Itaú BBA avaliou que "podemos nos animar com o comportamento favorável dos FIIs, mas vale observar que a volatilidade segue elevada, evidenciando o nível de incerteza ainda presente no cenário. Em nossa visão, o movimento de alta visto nos primeiros meses deste ano pode arrefecer", ressaltando as movimentações macroeconômicas.

O banco destacou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) no mês passado, que elevou a taxa básica de juros para 14,75% ao ano, após uma alta e 0,50 ponto percentual da Selic.

"Na ata da reunião, o Banco Central salientou que a política monetária está em patamar significativamente contracionista e que a atividade está desacelerando. Diante disto, o entendimento do mercado foi o de que esse pode ter sido o último movimento de alta dos juros no atual ciclo de aperto monetário", afirmou o Itaú.

O banco revisou as expectativas da Selic e espera que a taxa se mantenha estável no patamar atual até o final do ano. Quando à inflação, as projeções da casa foram mantidas em 5,5% para 2025 e em 4,4% para 2026.

"A possível diminuição do fluxo comercial entre China e Estados Unidos e preços inferiores de commodities metálicas podem se traduzir em uma inflação de industriais mais benigna. Por outro lado, a redução no volume de chuvas aumenta a probabilidade de acionamento de bandeiras tarifárias no fim do ano", explicou o Itaú.

Ainda no cenário doméstico, o BTG Pactual disse que o mês de maio foi marcado pela divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas do governo, que anunciou uma contenção de gastos de R$ 31 bilhões — impacto positivo no mercado, que foi ofuscado pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

"A medida gerou forte reação negativa no mercado, acirrando o debate sobre a previsibilidade e sustentabilidade da política econômica", avaliou o BTG.

Já a Empiricus pontuou que a indústria de FIIs segue avançando gradualmente.

"Mais recentemente, o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a realização de recompra de cotas pelos fundos — prática já tradicional no mercado acionário".

Segundo a corretora, essa medida é capaz de gerar valor aos investidores, ampliando a remuneração por cota do fundo.

No cenário internacional, o BTG Pactual salientou que a aprovação, na Câmara dos Deputados, do pacote orçamentário proposto por Donald Trump e a tentativa do Tribunal de Comércio Internacional de suspender as tarifas globais, somado ao rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s, contribuíram para elevar a volatilidade nos mercados.

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