Wall Street cai mais de 1,5% com alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

Nesta quinta (12), o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ressaltou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado

Da CNN Brasil*
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Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em forte queda nesta quinta-feira (12). A guerra com o Irã alimenta temores de aumento nos custos de energia e interrupções na economia global.

O petróleo subiu mais de 9%, alimentando as preocupações com a inflação e forçando os investidores a reduzirem as expectativas de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos.

Os preços do petróleo bruto dispararam após dois petroleiros terem sido atingidos em águas iraquianas, em supostos ataques iranianos, parte de uma série de ataques a instalações petrolíferas e de transporte em todo o Oriente Médio. O Irã havia alertado na quarta (11) que os preços podem chegar a US$ 200 o barril.

Nesta quinta (12), o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ressaltou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado "como uma ferramenta de pressão".

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou nesta quinta (12), por sua vez, que o Estreito deve ser reaberto em breve. “Agora o Estreito de Ormuz precisa ser e será reaberto”, frisou Wright no programa “CNN News Central”.

O Dow Jones caiu 1,56%, a 46.677 pontos. O S&P 500 recuou 1,52%, a 6.672 pontos, enquanto o Nasdaq teve queda de 1,78%, a 22.311 pontos.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 9,74%, a US$ 95,73 o barril. Já o Brent para maio subiu 9,21%, a US$ 100,46 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). É a primeira vez que o Brent se mantém acima de US$ 100 por barril desde agosto de 2022.

Os preços do petróleo Brent subiram quase 38% desde o início da guerra. Os preços do petróleo bruto americano subiram quase 43%.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram à medida que os investidores recalibraram as expectativas de uma inflação potencialmente maior, causada pelo aumento dos preços da energia. O rendimento dos títulos de 10 anos subiu para 4,26%, o nível mais alto desde o início de fevereiro.

O dólar americano se fortaleceu em relação a outras moedas, beneficiando-se da demanda por ativos de refúgio. O índice do dólar americano subiu 0,5% e atingiu o nível mais alto neste ano.

 

O índice de volatilidade (VIX) de Wall Street, o indicador de medo do mercado, saltou 10%, refletindo a volatilidade acentuada nos mercados. O Índice de Medo e Ganância da CNN entrou em "medo extremo".

Os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram unanimemente, na quarta-feira (11), em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global – a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história. Trata-se de uma medida destinada a reforçar o fornecimento de petróleo bruto e conter a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, informou na quarta (11) que os Estados Unidos vão liberar 172 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica que possui, em uma tentativa de reduzir os preços do petróleo, que dispararam devido a choques na oferta causados ​​pela guerra entre EUA e Israel com o Irã.

A AIE destacou ainda nesta quinta (12) que o mundo enfrenta a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, com a oferta global prevista para cair 8 milhões de barris por dia em março.

Entre os dados econômicos no radar, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, o que pode ajudar a amenizar os temores de uma deterioração do mercado de trabalho após declínio inesperado no nível de emprego em fevereiro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000 na semana encerrada em 7 de março, para 213.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta (12). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

Já a inflação anual nos Estados Unidos permaneceu inalterada em fevereiro, em 2,4%, segundo o último Índice de Preços ao Consumidor, divulgado na quarta-feira (11). Em termos mensais, os preços subiram 0,3% em fevereiro, um ritmo mais acelerado do que os 0,2% registrados em janeiro, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho americano.

*Com informações da CNN Internacional e da Reuters

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