S&P 500 e Nasdaq se recuperam e fecham em recorde em meio à guerra
Casa Branca disse nesta quarta (15) que EUA estão otimistas quanto à possibilidade de um acordo com o Irã

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam sem uma direção única nesta quarta-feira (15), com o S&P 500 e o Nasdaq atingindo recordes, em meio a divulgação de novos balanços corporativos e com a guerra do Oriente Médio no radar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também declarou que considera a guerra com o Irã está "muito próxima do fim". Além disso, na terça-feira (14), ele disse que as negociações com o Irã poderiam ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias.
A Casa Branca também compartilhou nesta quarta (15) que o governo Trump se sente "otimista quanto às perspectivas de um acordo" com o Irã, observando que o Paquistão seria o local provável de uma possível segunda rodada de negociações presenciais.
Enquanto isso, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs novas sanções ao petróleo iraniano.
O S&P 500 fechou em alta de 0,80% nesta quarta-feira (15), fechando em 7.022 pontos, uma máxima histórica, superando o último recorde de janeiro.
O Nasdaq subiu 1,60% e fechou em 24.016 pontos, também um recorde de fechamento. O índice com forte presença de empresas de tecnologia disparou mais de 15% desde o final de março, superando a máxima histórica anterior, de outubro.
O Dow Jones caiu 0,15%, para 48.463 pontos.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,15%, para US$ 94,93 o barril. O WTI, referência no mercado americano, subiu 0,01%, a US$ 91,29 o barril.
Dentre os destaques do mercado, as ações do Bank of America fecharam em alta de mais de 1,8% depois que o credor divulgou crescimento do lucro no primeiro trimestre.
O Morgan Stanley também encerrou em alta, de mais de 4,5% após também registrar um salto no lucro do primeiro trimestre do ano.
Os investidores têm se mostrado otimistas em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã, embora frágil. Uma queda nos preços do petróleo – ainda elevados em comparação com os níveis pré-guerra – também ajudou a impulsionar a alta do mercado de ações. Wall Street também está em temporada de balanços, e os investidores estão de olho nas previsões de lucros corporativos.
O S&P 500 subiu em 10 das últimas 11 sessões de negociação, acumulando ganhos de mais de 10% nesse período e elevando o índice em 2% desde o início da guerra entre EUA e Israel com o Irã, no final de fevereiro.
O Nasdaq subiu por 11 dias consecutivos, acumulando alta de quase 6% desde o início da guerra.
O Dow Jones teve o melhor dia em um ano na semana passada e acumula alta de aproximadamente 5% neste mês. O índice caiu 1% desde o início da guerra.
O Índice de Medo e Ganância da CNN, um indicador do sentimento do mercado, despencou para o nível de "medo extremo" em março, antes de se recuperar neste mês e fechar em "neutro" nesta quarta (15). O índice de volatilidade (VIX), o indicador de medo de Wall Street, fechou em baixa em 10 das últimas 12 sessões de negociação, sinalizando menor volatilidade nos mercados.
Mas embora as ações tenham recuperado as perdas, os preços da gasolina e do diesel nos EUA permanecem elevados, pressionando o custo de vida dos americanos.
"O recente cessar-fogo entre os EUA e o Irã provocou uma alta repentina", escreveram analistas do Citi em nota. "No entanto, a incerteza permanece excepcionalmente elevada, especialmente após o anúncio do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA", apontaram.
*Com informações da CNN Internacional


