Wall Street fecha em alta às vésperas de decisão do Fed
Banco Central dos Estados Unidos anunciará a decisão de juros nesta quarta-feira (18); investidores esperam que taxas permaneçam inalteradas

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam o pregão desta terça-feira (17) em alta.
Investidores avaliam o impacto da guerra no Oriente Médio sobre os custos de energia, colocando os riscos de inflação novamente em foco antes da reunião do Federal Reserve, que anunciará a decisão de juros nesta quarta-feira (18). Investidores esperam que os custos de empréstimo permaneçam inalterados.
As projeções futuras de taxas sugerem apenas um corte de 25 pontos-base no final do ano, segundo dados compilados pela LSEG, em comparação com cerca de dois cortes previstos antes do início da guerra.
O Dow Jones subiu 0,10%, a 46.993 pontos. O Nasdaq ganhou 0,47%, a 22.479 pontos, e o S&P 500 teve alta de 0,25%, a 6.716 pontos.
As ações norte-americanas fecharam a sessão de segunda-feira (16) em alta, pressionadas pelo setor de tecnologia.
Na segunda (16), durante a conferência anual de desenvolvedores da Nvidia, o CEO da empresa, Jensen Huang, afirmou que a oportunidade de receita para os chips de inteligência artificial pode atingir pelo menos US$ 1 trilhão até 2027. A Nvidia caiu 0,69% nesta terça (17).
O chefe da Organização Marítima Internacional (OMI) afirmou que as escoltas navais no Estreito de Ormuz não "garantirão em 100%" a segurança dos navios que tentam transitar pela hidrovia, de acordo com matéria do Financial Times desta terça (17). O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda (16) que anunciará "em breve" os países que concordaram em ajudar os EUA a reabrir o Estreito de Ormuz, mesmo reconhecendo que muitos aliados rejeitaram as propostas americanas até o momento.
“Do nosso ponto de vista, o Estreito está aberto; ele só está fechado para nossos inimigos e para aqueles que realizaram uma agressão injusta contra nosso país”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, na segunda (16).
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (17), em meio ao cenário de incertezas em relação à navegabilidade no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã intensifica os ataques à infraestrutura energética em todo o Oriente Médio e uma figura importante do regime sugeriu que o crucial canal não se tornaria seguro para navios tão cedo.
O contrato futuro do petróleo Brent para maio fechou em alta 3,20%, negociado a US$ 103,42 o barril. Já o WTI para maio, referência nos EUA, encerrou o dia com alta de 3,32%, para US$ 95,53 o barril.
Trump informou que a viagem planejada para a China neste mês foi adiada em meio à guerra contra o Irã. “Estamos remarcando a reunião, e tudo indica que ela acontecerá em cerca de cinco semanas. Estamos trabalhando com a China. Eles concordaram”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, acrescentando depois que a reunião ocorrerá em “cinco ou seis semanas”.
Trump afirmou também nesta terça (17) que, embora os EUA ainda não estejam prontos para encerrar a guerra com o Irã, "sairão em breve".
Dentre os destaques do mercado, a Delta subiu mais de 6% e a American Airlines ganhou mais de 3% depois que ambas as empresas elevaram as projeções de receita para o trimestre atual. A United Airlines teve alta de mais de 3% também.
Entre outras empresas, o aplicativo de transporte Uber subiu mais de 4% após anunciar planos de lançar robotáxis em 28 cidades a partir do próximo ano, equipados com o software de direção autônoma da Nvidia.
*Com informações da Reuters


