Wall Street despenca em meio a preocupações com inflação devido à guerra

Preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (20), após um dia marcado por volatilidade, e o Brent atingiu o maior valor de fechamento até o momento durante a guerra e o maior preço de fechamento desde julho de 2022

Da CNN Brasil*
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Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em forte queda nesta sexta-feira (20). A guerra no Oriente Médio está fazendo os preços da energia dispararem, aumentando as preocupações com a inflação e complicando as perspectivas para os bancos centrais em todo o mundo.

A KPC (Kuwait Petroleum Corporation) informou que a refinaria de petróleo de Mina Al-Ahmadi foi novamente atacada por vários drones na manhã desta sexta-feira (20), provocando um incêndio em algumas das unidades, de acordo com a Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).

Um relatório também indicou que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg para pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.

Além disso, os Estados Unidos estão enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros como reforço para o Oriente Médio, disseram três autoridades americanas à Reuters nesta sexta-feira (20).

O Dow Jones caiu 0,97%, a 45.576  pontos, com perda semanal de 2,11%.  O Nasdaq teve queda de 2,01%, a 21.647 pontos, com desempenho semanal de baixa de 2,07%, e o S&P 500 perdeu 1,51%, a 6.506 pontos, com baixa semanal de 1,85%.

O S&P e o Nasdaq fecharam nos níveis mais baixos desde setembro. O Dow Jones fechou no nível mais baixo desde outubro.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram. O rendimento dos títulos de 10 anos, que influencia as taxas de hipoteca, saltou para 4,39%, o maior nível desde julho.

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (20), após um dia marcado por volatilidade, com infraestruturas energéticas no Oriente Médio danificadas e o Estreito de Ormuz ainda em grande parte fechado.

O Goldman Sachs apontou que os preços mais altos podem persistir até 2027.

O petróleo Brent de maio fechou em alta de 3,26%, para US$ 112,19 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o maior valor de fechamento até o momento durante a guerra e o maior preço de fechamento desde julho de 2022. O ganho semanal foi de 8,77%. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI, referência nos EUA, de maio, fechou em alta de 1,91%, a US$ 94,74 o barril. Na semana, porém, recuou 4,02%.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 0,67%, a US$ 4.574,9 por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 2,18%, a US$ 69,66 por onça-troy. Na semana, as quedas foram de 10,64% e 14,36%, respectivamente.

O membro do Fed Christopher Waller afirmou que, se os preços do petróleo permanecerem elevados por meses, isso começará a afetar a inflação subjacente.

Embora as autoridades americanas ainda prevejam pelo menos um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros este ano, os investidores anteciparam as apostas para um corte na taxa para algum momento de 2027, ao invés de dezembro de 2026, no início deste mês, segundo dados compilados pela LSEG.

Dentre os destaques do mercado, a FedEx divulgou previsões otimistas e apontou que a demanda global se mantém estável apesar das tensões geopolíticas, fazendo as ações subirem mais de 0,70%. A concorrente United Parcel Service teve queda de 0,64%.

As ações da Super Micro Computer despencaram mais de 33% depois que três pessoas ligadas à fabricante de servidores de inteligência artificial foram acusadas de ajudar a contrabandear pelo menos US$ 2,5 bilhões em tecnologia de IA dos EUA para a China, em violação às leis de exportação.

As ações da Amazon recuaram 1,60%. A Reuters noticiou que a gigante lançou o primeiro smartphone, na tentativa de competir com a Apple e a Samsung.

*Com informações da Reuters

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