Wall Street fecha em baixa em meio a tensões com Irã e receios com IA

Relatório de despesas de consumo pessoal dos EUA, o PCE, será divulgado na sexta (20)

Da CNN Brasil*
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Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em baixa nesta quinta-feira (19), impulsionados por ações de tecnologia e dados econômicos no radar, bem como a escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã.

Desde o início do mês, o setor de tecnologia em geral tem enfrentado turbulências por preocupações em relação a investimentos em IA.

O Dow Jones caiu 0,54%, a 49.395 pontos. O S&P 500 perdeu 0,28%, a 6.861 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,31%, a 22.682 pontos.

Dentre os destaques do mercado, a Apple fechou em queda de mais de 1,4%.

As ações da provedora de software EPAM Systems despencaram mais de 17% após a previsão para o primeiro trimestre decepcionar os investidores.

O Walmart caiu mais de 1,3% após o novo CEO, John Furner, iniciar o mandato com uma previsão conservadora para o ano fiscal de 2027, bem como um plano de recompra de ações de US$ 30 bilhões.

As ações do eBay subiram mais de 3% após a empresa prever receita para o primeiro trimestre acima das estimativas dos analistas.

A Exxon Mobil e a Chevron também valorizaram, com a alta dos preços do petróleo bruto em meio aos crescentes temores de um conflito militar entre os Estados Unidos e o Irã. O petróleo, inclusive, também fechou em alta de 2%.

As ações de empresas de private equity caíram após a decisão da Blue Owl Capital de vender US$ 1,4 bilhão em ativos e congelar resgates em um dos fundos para gerenciar dívidas e retornar capital. Os papéis da Blue Owl despencaram mais de 5%.

Sobre novos dados referentes à economia americana, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de ​auxílio-desemprego caiu mais do que o ​esperado na semana passada.

Além disso, também no radar do mercado, a ata da reunião de política monetária de 27 e 28 de janeiro do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, divulgada na quarta-feira (18) mostrou que os membros do Fed chegaram a um acordo quase unânime para manter as taxas de juros inalteradas na reunião do mês passado, mas permaneceram divididos sobre os próximos passos.

Outro ponto de atenção é o relatório de despesas de consumo pessoal dos EUA, o PCE - indicador de inflação preferido do Fed -, que será divulgado nesta sexta-feira (20). O mercado aguarda os dados em busca de indícios sobre a perspectiva da taxa de juros.

As negociações de taxas de juros sugerem uma probabilidade de 50% de que o Fed reduza as taxas até a reunião de política monetária de junho, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

*Com informações da Reuters

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