Bolsas dos EUA fecham mistas em meio à escalada da guerra no Oriente Médio
Os países membros da Agência Internacional de Energia concordaram unanimemente, nesta quarta (11), em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam sem uma direção única nesta quarta-feira (11), em meio a novos dados de inflação que foram divulgados mais cedo nos Estados Unidos e à escalada de tensões na guerra do Oriente Médio.
Em termos mensais, os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram 0,3% em fevereiro, um ritmo mais acelerado do que os 0,2% registrados em janeiro, de acordo com informações divulgadas pelo Departamento do Trabalho norte-americano nesta quarta (11). Já a inflação anual permaneceu em 2,4% em fevereiro, repetindo a taxa de janeiro.
Os investidores agora preveem que o Federal Reserve cortará as taxas de juros em 25 pontos-base em outubro, em comparação com a previsão de setembro antes dos novos dados, de acordo com dados compilados pela LSEG.
Além disso, os mais de 30 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram unanimemente, nesta quarta-feira (11), em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global – a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história. Trata-se de uma medida destinada a reforçar o fornecimento de petróleo bruto e conter a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio.
O Ministério da Economia e Energia da Alemanha confirmou nesta quarta-feira (11), em uma publicação no X, que o país cumprirá a solicitação liberando sua parte das reservas. Áustria e Japão também, assim como Índia e Reino Unido.
O Irã intensificou os ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, e os Estados Unidos também afirmaram ter atingido navios lança-minas do Irã perto de Ormuz na terça (10). A OPEP, por sua vez, garantiu aos mercados que a Arábia Saudita havia aumentado a produção.
O Dow Jones teve baixa de 0,61%, aos 47.417 pontos. O S&P 500 perdeu 0,08%, a 6.775 pontos, e o Nasdaq subiu 0,08%, a 22.716 pontos.
Os preços do petróleo voltaram a subir e fecharam em alta de mais de 4% nesta quarta (11), com os mercados duvidando que o plano anunciado pela AIE de liberar reservas recordes de petróleo pudesse compensar os possíveis impactos no abastecimento decorrentes do conflito entre os EUA, Israel e o Irã. No pano de fundo, estão os novos ataques a navios no Estreito de Ormuz que agravaram os temores de interrupção de oferta.
A preocupação com a inflação aumentou depois que o comando militar do Irã afirmou que o mundo deveria se preparar para que os preços do petróleo atingissem US$ 200 por barril, mais que o dobro do nível atual.
Dentre os destaques do mercado, a Oracle previu que o boom dos data centers com inteligência artificial impulsionará a receita da empresa acima das estimativas até 2027. As ações subiram mais de 9%.
O JPMorgan Chase, que caiu 0,42%, reduziu o valor de certos empréstimos detidos por grupos de crédito privado e está restringindo empréstimos ao setor, segundo informações.
*Com informações da CNN Internacional e da Reuters


