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    Ibovespa fecha em alta de 0,67% puxado por Vale e GPA; dólar recua a R$ 5,04

    Mercados seguem acompanhando o conflito entre Israel e Hamas, enquanto a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2023 ocorre nos EUA

    Sessão foi marcada pela busca dos investidores por ações e moedas de países emergentes ou exportadores de commodities, como o real, o peso mexicano e o dólar australiano
    Sessão foi marcada pela busca dos investidores por ações e moedas de países emergentes ou exportadores de commodities, como o real, o peso mexicano e o dólar australiano REUTERS/Amanda Perobelli

    Da CNN*

    O Ibovespa fechou em alta de 0,67% nesta segunda-feira (16), aos 116.533,85 pontos, com o avanço do minério de ferro na China beneficiando as ações da Vale (+ 1,07%), enquanto os papéis do GPA saltaram 8,67% com a perspectiva de o varejista embolsar R$ 790 milhões.

    Já o dólar à visto encerrou o dia com 1,02% de desvalorização, cotado a R$ 5,037, em sintonia com o exterior, onde a tendência foi de maior busca por ativos de risco, embora o conflito entre Israel e Hamas ainda inspire certa cautela nos investidores.

    O dólar cedeu ante o real durante toda a segunda-feira, acompanhado a queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior. Por trás do movimento estava a busca dos investidores por ativos de maior risco, ainda que o conflito entre Israel e Hamas no Oriente Médio esteja longe do fim.

    “Temos a percepção de que está começando a haver uma organização geopolítica para evitar uma deterioração na guerra, que poderia ocorrer com o envolvimento de outros países. Isso está aliviando os mercados hoje (segunda-feira)”, pontuou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM.

    De fato, a sessão foi marcada pela busca dos investidores por ações e moedas de países emergentes ou exportadores de commodities, como o real, o peso mexicano e o dólar australiano.

    Na cotação máxima da sessão, às 9h56, o dólar marcou R$ 5,07 (-0,31%); na mínima, às 16h59, atingiu R$ 5,034 (-1,07%).

    “O dólar lá fora passou por um dia de procura por risco, depois da aversão pesada na semana passada. Além disso, exportadores aproveitaram para vender um pouco de moeda no Brasil”, afirmou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a queda nas cotações.

    “Mas o movimento não é tão forte, porque o investidor ainda está preocupado com a guerra no Oriente Médio”, acrescentou.

    Na semana passada, os receios em torno do conflito deram suporte aos preços do petróleo, o que também favorece moedas de países exportadores da commodity, lembrou pela manhã um profissional ouvido pela Reuters, ainda que esta segunda-feira tenha sido de queda do valor dos barris.

    No fim da tarde, o dólar seguia em baixa ante as divisas fortes e em relação à boa parte das moedas de emergentes e exportadores de commodities.

    Ações

    Mercados globais seguem acompanhando o conflito entre Israel e Hamas, que se desenrola na Faixa de Gaza, enquanto a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2023 já começa a ocorrer nos EUA.

    Os investidores aguardam os dados de grandes bancos, como Morgan Stanley e Bank of America, além dos dados da Netflix e Tesla para esta semana.

    A possibilidade de o conflito no Médio Oriente se agravar à medida que Israel realiza ataques terrestres dentro da Faixa de Gaza é outro ponto de atenção, com a moeda brasileira e vários de seus pares emergentes receberam impulso recente com o salto nos preços das commodities.

    Os preços do petróleo subiram mais de 5% no último pregão, em meio a esses temores. Nesta manhã, os preços do petróleo seguiam em patamar elevado após terem disparado na semana passada, mas operavam em leve queda.

    Enquanto isso, o minério de ferro, outra commodity relevante para a economia do Brasil, encerrou o pregão asiático com alta de 2,86%, no maior valor em três semanas, impulsionado pelo mais recente suporte de liquidez da China.

    Agentes do mercado seguem alertando para os riscos geopolíticos, em meio a temores de envolvimento de outros países do Oriente Médio, como o Irã, no conflito entre Israel e Hamas.

    Isso poderia levar a uma explosão nos preços do petróleo que afetaria a inflação das principais economias, com impacto sobre os ciclos de política monetária dos bancos centrais.

    Nesse contexto “discursos das autoridades do Federal Reserve, do BCE e do Banco da Inglaterra podem fornecer algumas informações muito necessárias sobre a visão dos bancos centrais nesta semana”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados da Ebury, chamando a atenção ainda para a divulgação de dados sobre a indústria dos EUA e a atividade econômica chinesa ao longo dos próximos dias.

    Bolsas no exterior

    Os índices de Wall Street operam em alta, com os investidores aguardando dados econômicos importantes e os resultados corporativos desta semana para obter pistas sobre a economia dos Estados Unidos, enquanto também monitoram o conflito no Oriente Médio.

    O Dow Jones Industrial Average subia 1,05%; o S&P 500 tinha alta de 1,11%, e o Nasdaq Composite ganhava 1,15%.

    Na Europa, as ações iniciaram a semana em alta nesta segunda-feira, impulsionadas por ganhos em papéis financeiros e de mineração, mas também com atenção ao conflito.

    O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,23%, a 450,20 pontos, com papéis de mineradoras e varejo na liderança dos ganhos setoriais, mas o índice de volatilidade Euro STOXX atingiu o maior nível em oito semanas mais cedo.

    O índice de mineração subiu 1,8%, com os preços dos metais básicos elevados pela esperança de uma demanda mais forte da China. Enquanto o setor financeiro avançou 1,0%, com uma alta de 1,9% nos papéis do UBS, depois que o RBC elevou o banco suíço para “outperform”.

    Veja também: Ibovespa sobe puxado pela alta das commodities

    *Com informações de agência Reuters