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    “Mercosul está em risco”, afirma Haddad sobre eleição na Argentina

    Ministro da Fazenda afirmou que firmar um acordo com a União Europeia serviria de antídoto a possível desorganização da região

    Matheus Meirellesda CNN

    São Paulo

    O ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que o Mercosul está em risco, em decorrência das chances do candidato da extrema-direita Javier Milei vencer as eleições na Argentina.

    “O Mercosul que está em risco, sobretudo pelo evento próximo que pode ocorrer no nosso principal parceiro comercial. Não se sabe o alcance da narrativa do candidato que lidera as pesquisas na Argentina.”

    Segundo Haddad, firmar um acordo com a União Europeia neste momento poderia neutralizar possíveis efeitos da possível eleição do presidenciável argentino.

    “O acordo com União Europeia agora seria um antídoto contra medidas que pudessem desorganizar a região. A própria Europa está com dificuldade de enxergar o futuro com o que ocorreu nos últimos anos, sobretudo no último ano, sem uma parceria com a América do Sul. ”

    As declarações foram dadas durante o 18º Fórum de Economia da FGV, realizado em São Paulo. Segundo Haddad, há possibilidade de firmar um acordo entre Mercosul e União Europeia ainda este ano, apesar de resistência da França.

    Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também preside o Mercosul, está trabalhando pessoalmente pelo acordo com o bloco europeu.

    “Há a possibilidade de firmar o acordo com a União Europeia ainda este ano. O presidente Lula está pessoalmente empenhado nessa tarefa de firmar o acordo. Há resistência na Europa, principalmente da França, em relação à abertura do mercado europeu a produtos brasileiros. Mas não tem muito para onde caminhar sem esse acordo.

    O ministro da Fazenda destacou ainda a importância de um acordo com os Estados Unidos.

    “Penso que, um acordo de cooperação com os Estados Unidos seria um coroamento de uma política multilateral importante que é a expressão do que o presidente Lula pensa nas relações internacionais”, disse Haddad.

    Veja também: Brasil e Argentina fecham acordo de até US$ 600 milhões