Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Mesmo após deflação, mercado mantém projeções de inflação e Selic para 2023, diz Focus

    Primeiro inflação negativa de 2023 apenas acomodou as expectativas do mercado financeiro, que manteve inalteradas as estimativas para os principais indicadores da economia

    Prédio do Banco Central em Brasília
    Prédio do Banco Central em Brasília REUTERS/Adriano Machado

    Dimalice Nunesda CNN

    São Paulo

    Na semana seguinte da divulgação da primeira deflação do ano, o mercado financeiro manteve suas projeções para a inflação neste e nos próximos anos.

    A mediana das expectativas dos economistas ouvidos pelo Banco Central indica que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) será de 4,95%% em 2023, mesmo número da semana passada. As informações são do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo BC.

    Para 2024, a projeção para a inflação foi mantida 3,92% e em 3,5% para 2026. Apenas a estimativa para 2025 teve leve queda, de 3,60% para 3,55%.

    Na terça-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA— índice oficial da inflação do país — registrou deflação de 0,08% em junho. Foi o primeiro IPCA negativo em 2023 e desde a medição de setembro de 2022, quando o índice marcou -0,29%

    A deflação do mês passado é a menor variação para meses de junho desde 2017, quando o índice foi de -0,23%. A deflação de junho, porém, continua longe dos -0,68% de julho de 2022, a menor taxa desde 1980.

    Para os juros, manutenção das estimativas pela segunda semana seguida, para este e os próximos anos.

    Para 2023, a projeção ficou em 12%. Para 2024, 2025 e 2026 as estimativas são de 9,5%, 9% e 8,75% ao ano, respectivamente.

    Para o crescimento econômico, um leve otimismo nas projeções, revisadas para cima nesta semana. A mediana das projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)

    passaram de 2,19% para 2,24% em 2023; de 1,28% para 1,30% em 2024; de 1,80% para 1,88% em 2025; e de 1,88% para 1,90% em 2026.

    No câmbio, apesar da queda acumulada nos últimos meses, os economistas ouvidos para o Focus mantiveram em R$ 5 a estimativa para o dólar ao fim de 2023.

    Para 2024, houve redução de R$ 5,06 para R$ 5,05. Para 2025 e 2026 houve manutenções, em R$ 5,15 e R$ 5,20.