EUA têm 6,8 milhões de vagas abertas em fevereiro, indica JOLTS
Demissões aumentaram para 1,72 milhão no período, ante 1,66 milhão em janeiro

As empresas dos Estados Unidos estão contratando no ritmo mais lento dos últimos 15 anos, excluindo o início da pandemia, segundo novos dados divulgados nesta terça-feira (31).
As contratações como percentual do emprego total caíram para 3,1% no final de fevereiro, a menor taxa desde abril de 2020 e, antes disso, desde 2011, de acordo com a mais recente pesquisa JOLTS, do Bureau of Labor Statistics.
As maiores retrações nas contratações foram observadas nos setores da construção civil e de serviços profissionais e empresariais.
O relatório também mostrou uma queda no número de abertura de vagas – um indicador importante da demanda por mão de obra. Elas caíram para um total estimado de 6,88 milhões, ante 7,24 milhões em janeiro.
As demissões aumentaram para 1,72 milhão, ante 1,66 milhão, mas a taxa de demissões em relação ao emprego total permanece em linha com as médias observadas nos últimos anos. Os pedidos de demissão voluntária, que servem como um indicador da confiança dos trabalhadores, caíram em fevereiro para 2,97 milhões, marcando o nível mais baixo desde 2020.
O relatório de empregos de fevereiro mostrou que a economia dos EUA perdeu cerca de 92.000 empregos no mês.
Além da crescente incerteza por conta da guerra no Oriente Médio, o choque energético e outras escassez de materiais estão forçando as empresas a lidar com efeitos tangíveis imediatos, como o aumento do custo de vida para trabalhadores e clientes, observou Elizabeth Renter, economista sênior da NerdWallet.
"Se os custos de produção aumentarem, elas podem ser forçadas a tomar decisões difíceis, como aumentar preços ou reduzir a jornada de trabalho e o quadro de funcionários", apontou.



