Exportações impulsionam crescimento das vendas da BYD

Por outro lado, demanda doméstica registrou queda

da Reuters
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A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD registrou um aumento nas ​vendas globais pelo quarto mês consecutivo, ​à medida que exportações robustas continuaram a amenizar o impacto da demanda doméstica fraca.

As vendas totais em agosto subiram 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 440.293 veículos, enquanto as exportações dispararam 134,5%, somando 189.466 unidades, de acordo com cálculos da Reuters baseados nos ⁠dados divulgados pela BYD nesta ​terça-feira (1).

A BYD tem liderado as ambições internacionais das montadoras ​chinesas, ganhando espaço em mercados importantes do exterior, buscando diversificar-se para além ⁠do mercado da China, cada vez ⁠mais saturado.

Essa estratégia está contribuindo para a lucratividade. A ​maior ‌montadora mundial de veículos elétricos gerou mais receita no exterior do que ⁠na China pela primeira vez no período de janeiro a junho, com o aumento das exportações.

O Brasil, maior mercado da BYD fora da China, tornou-se ‌um ⁠pilar fundamental desse ‌crescimento no exterior. A empresa lançou recentemente seu primeiro veículo híbrido plug-in flex produzido localmente no país, ampliando presença fabril no maior mercado automotivo ⁠da América Latina.

A BYD já é ⁠a quarta maior marca do Brasil em vendas segundo dados acumulados de janeiro a julho ‌compilados pela associação de concessionários de veículos Fenabrave.

A montadora chinesa terminou julho com uma participação no mercado brasileiro de 7,54%, à frente de Hyundai, Toyota, Renault, Jeep e Honda e atrás de Fiat, Volkswagen ‌e GM. A rival chinesa GWM entrou para o ranking na décima posição.

A BYD vendeu 122,5 mil veículos no Brasil de janeiro ⁠ao final de julho, enquanto a GWM, 44,5 mil, segundo os dados da Fenabrave.

A crescente contribuição dos mercados internacionais serviu de amortecedor contra a ​queda na lucratividade na China.

A BYD registrou seu primeiro aumento trimestral no lucro ​em mais de um ano, embora a recuperação no segundo trimestre tenha ficado aquém das expectativas, já que a concorrência no mercado automotivo chinês continuou intensa.

 

 

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