Indústria da China acelera em agosto com melhora na demanda

Dados do PMI ficam acima do esperado pelos analistas em meio ao aumento de negócios e exportações

Por Liangping Gao e Ryan Woo, da Reuters
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O setor industrial da China ​cresceu em ritmo mais acelerado em ​agosto, com a produção, as novas encomendas e as exportações apresentando alta, segundo pesquisa do setor privado divulgada nesta terça-feira (1º)

O PMI (Índice de Gerentes de Compras) da Indústria da RatingDog para a China, compilado pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,5 em agosto, mantendo-se ⁠acima da marca de ​50 que separa crescimento de contração.

O índice também ​superou as estimativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters, que ⁠apontavam para 51.

A produção cresceu no ⁠ritmo mais rápido em três meses, impulsionada por uma ​demanda ‌mais forte e pela expansão da capacidade, enquanto os novos ⁠pedidos avançaram a uma taxa mais rápida, sustentados pelo aumento mais acentuado nos novos negócios de exportação em seis meses.

O nível de emprego permaneceu inalterado ‌após ⁠aumentos em ‌junho e julho, mas a demanda mais forte levou ao acúmulo de pedidos pendentes ao ritmo mais rápido desde março.

Os estoques de ⁠produtos acabados cresceram na taxa mais ⁠acentuada desde setembro de 2025, e as empresas aumentaram suas atividades de compras após ‌reduzi-las em julho.

A inflação dos custos dos insumos subiu ligeiramente em relação a julho, embora a S&P Global tenha afirmado que as pressões sobre os custos permaneceram relativamente modestas. Os fabricantes reduziram os ‌preços de venda pela primeira vez neste ano, citando a intensa concorrência e os descontos promocionais.

O enfraquecimento da demanda interna tem ⁠prejudicado uma recuperação mais ampla da economia de US$ 20 trilhões, e incertezas externas, incluindo tensões comerciais e riscos geopolíticos, continuam a afetar ​as perspectivas, pressionando a demanda.

O crescimento do PIB do país desacelerou para ​4,3% no segundo trimestre, o ritmo mais lento em mais de três anos e abaixo das previsões. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 5%.

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