Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm queda inesperada

Segundo analisasts consultados, que previam um número de 208 mil pedidos nesta semana, a queda inesperada provavelmente refletiu a volatilidade em torno do ⁠feriado do Dia do Trabalho ⁠na semana passada

Lucia Mutikani, da Reuters, em Washington
Compartilhar matéria

O número de americanos que solicitaram auxílio-desemprego caiu inesperadamente ​na semana passada, mas essa ​queda provavelmente superestima a saúde do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 10.000, para 196.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 12 de setembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas ⁠consultados pela Reuters ​previam 208.000 pedidos para a última semana. A ​queda inesperada provavelmente refletiu a volatilidade em torno do ⁠feriado do Dia do Trabalho ⁠na semana passada.

É difícil ajustar os ​pedidos ‌para compensar as flutuações sazonais em torno de feriados ⁠móveis.

A tendência subjacente permaneceu consistente com um mercado de trabalho que recuperou o equilíbrio após passar por instabilidades durante grande ‌parte ⁠do verão.

O ‌Federal Reserve elevou na quarta-feira (16) a taxa de juros pela primeira vez desde julho de 2023 e sinalizou novos ⁠aumentos nos custos dos ⁠empréstimos nos próximos meses.

O chair do Fed, Kevin Warsh, destacou o ‌mercado de trabalho como “um sinal básico de força”, acrescentando que as autoridades acreditavam “que a taxa de desemprego está, basicamente, em linha com o pleno emprego”.

A taxa de ‌juros de referência do Fed foi elevada em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a ⁠4,00%.

A estabilidade do mercado de trabalho se deve principalmente ao baixo número de demissões.

Economistas afirmam que as empresas ​continuam hesitantes em aumentar as contratações diante de fatores ​adversos, incluindo a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que está elevando os preços do petróleo e alimentando a inflação.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais