Plano de contingência para tarifas ficará dentro da meta fiscal, diz Haddad

Conforme mostrou a CNN, o governo avalia usar crédito extraordinário para evitar o descumprimento das regras

Vitória Queiroz, da CNN, Brasília

Os recursos públicos previstos no plano de contingência contra a tarifa de 50% devem respeitar as regras fiscais, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta sexta-feira (1º). O chefe da pasta econômica descartou haver descumprimento da meta fiscal deste ano, que é de déficit zero.

Conforme mostrou a CNN, o plano do Brasil contra o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve envolver um pedido de crédito extraordinário para evitar o descumprimento da meta fiscal de 2025.

“Nós entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal sem nenhum tipo de alteração”, afirmou Haddad.

Em entrevista à CNN na última terça-feira (29), o ministro da Fazenda antecipou que o pacote inclui propostas de curto, médio e longo prazo que podem entrar em vigor em até 48 horas. A implementação das medidas depende do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O chefe da equipe econômica informou nesta sexta-feira (1°) que as medidas direcionadas para o agronegócio e para a indústria já podem entrar em vigor na semana que vem. As ações do governo federal foram calibradas após a oficialização da tarifa de 50% dos EUA sobre as importações brasileiras.

“Nós estamos calibrando, junto com sindicatos de trabalhadores, patronais e Casa Civil, os números. Por exemplo, o volume de recursos necessários para socorrer as empresas afetadas. Algumas não vão reivindicar ajuda adicional porque tem condições de redirecionar os seus mercados, inclusive para o mercado interno”, disse o ministro.

O plano de contingência elaborado pela equipe econômica contra o tarifaço dos Estados Unidos inclui a reformulação de programas de exportação direcionados a pequenas, médias e grandes empresas. Também está no radar do governo medidas de proteção ao trabalhador.

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