Governo apresenta PLOA 2027 com despesas de R$ 2,8 tri e superávit primário

Projeto trouxe ainda sugestão de salário-mínimo em R$ 1.741, com aumento de R$ 120 em relação a 2026

Elis Barreto e Ranielly Aguiar, da CNN Brasil, em Brasília
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O governo Lula apresentou nesta segunda-feira (31) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 com uma previsão de R$ 2,83 trilhões em despesas primárias, um montante de R$ 3,459 trilhões em receitas e previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto).

O PLOA de 2027 trouxe ainda uma sugestão de salário-mínimo em R$ 1.741, que representa uma alta de R$ 120, ou 7,4% de aumento real em relação aos R$ 1.621 vigentes em 2026.

O projeto prevê ainda que o governo deve pagar no próximo ano um montante de R$ 97,7 bilhões em precatórios, que parte estará sujeita à meta fiscal.

A mudança ocorre após um projeto aprovado no Congresso que obrigou o governo a incluir a partir de 2027 no mínimo 10% desse tipo de despesa nos gastos sujeitos ao limite para cumprimento da meta fiscal.

Selic e PIB

A equipe econômica projeta um crescimento de 2,46% do PIB para 2027. Na última estimativa do Ministério da Fazenda, a expectativa é de que o crescimento econômico de 2026 será de 2,3%, o que indicaria uma leve aceleração econômica no próximo ano.

Já para a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, a projeção é de baixa, atingindo um acumulado de 12,53% em 2027. No relatório Focus desta segunda-feira (31), analistas de mercado projetam a taxa básica de juros em 12% no fim de 2027.

Outras estimativas também foram realizadas, como a da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é estimada em 3,6%, pouco acima do centro da meta contínua definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Já a taxa de câmbio média projetada é de R$ 5,22, e o preço médio do barril de petróleo deve atingir os US$ 71,03.

Emendas parlamentares

O projeto propõe R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares impositivas no próximo ano, sendo cerca de R$ 12 bilhões recursos previstos para emendas de comissão. O montante total para 2027 representa um aumento nominal de R$ 4 bilhões em relação ao previsto no PLOA 2026.

As emendas representam parcela significativa do orçamento e tem aumentado ao longo dos anos. A verba é destinada por deputados e senadores para seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos.

Gastos com servidores

As despesas do governo federal com pessoal, incluindo servidores civis e militares, devem subir R$ 20,6 bilhões em 2027. Entretanto, em relação ao PIB, o MPO prevê uma redução de 0,1 p.p.

No geral, a projeção das despesas obrigatórias tiveram uma redução de 0,2 p.p. do PIB para o próximo ano, passando de 17,5% neste ano para 17,3% no próximo exercício.

Segundo o governo, consequente, isso gera a redução da proporção das despesas obrigatórias em relação ao total das despesas primárias, em comparação com 2026, de 92,4% para 91,7%.

 

 

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