Ações da Braskem têm forte queda após pedido de recuperação extrajudicial
Empresa liderou perdas do dia; B3 informa retirada de ativos de diversos índices

As ações da gigante petroquímica Braskem despensacaram na sessão desta segunda-feira (24), após a empresa anunciar que seu Conselho de Administração aprovou a entrada da empresa para pedido de recuperação extrajudicial.
Com dívidas que superam os R$ 56 bilhões, a companhia protocolou o pedido no fim da tarde.
As ações caíam 6,71% cotadas a R$ 4,73, liderando as perdas do dia. Apesar do tombo da empresa, o Ibovespa seguiu no caminho oposto e fechou em alta, próximo dos 172 mil pontos.
Os índices afetados incluem, entre outros, Ibovespa (IBOV), IBrX (IBRA), IBrX-50 (IBXX), Small Caps (SMLL), IGCX, IGCT, IMAT, INDX, ISEE e Itag Along (ITAG).
Criada em agosto de 2002, a Braskem surgiu da integração das empresas da Odebrecht e Grupo Mariani.
Em seu site oficial, a companhia afirma, que neste mês completa 24 anos, atualmente é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, e a maior produtora de polipropileno nos Estados Unidos.
No entanto, após polêmicas envolvendo crises ambientais e dívidas expressivas, que rebaixaram a nota para os papéis da companhia, a Braskem enfrenta um dos períodos mais desafiadores em sua história até o momento.
A recuperação extrajudicial foi confirmada nesta manhã através de um documento divulgado pela empresa.
Na nota, a companhia diz que comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que o Conselho de Administração aprovou o ajuizamento do pedido de recuperação extrajudicial da empresa.
"Assim que formalizados os documentos pertinentes, fará o protocolo do pedido de Recuperação Extrajudicial, com o objetivo de assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das suas obrigações financeiras quirografárias no montante aproximado de US$ 10,9 bilhões (“Créditos Sujeitos”)", diz o comunicado.
A Braskem esclarece ainda que a medida possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da empresa com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite à empresa negociar diretamente com os credores e levar posteriormente o acordo à Justiça para homologação. Se não conseguir o apoio necessário, o processo pode ser convertido em recuperação judicial.
*Com informações de Estadão Conteúdo


