Bitcoin opera em baixa com mercado de trabalho e juros dos EUA no radar

De acordo com a plataforma Binance, criptomoeda operava em queda de 1,75%, a US$ 79.619,60, enquanto o Ethereum subia 1,4%, a US$ 2.451,47

Matheus Andrade, especial para a AE*, do Estadão Conteúdo
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O Bitcoin operou em baixa nesta sexta-feira (4) retomando o nível abaixo dos US$ 80 mil após ter tocado sua máxima em três meses.

O ativo foi pressionado por uma aversão a risco generalizada após a publicação do payroll americano de agosto, que mostrou um mercado de trabalho mais forte que o esperado e gerou expectativa de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Segundo parte importante das apostas, a elevação poderia vir na reunião deste mês do banco central.

Por volta das 16 horas (em Brasília), o Bitcoin operava em queda de 1,75%, a US$ 79.619,60, enquanto o Ethereum subia 1,4%, a US$ 2.451,47, de acordo com a plataforma Binance. Na semana, contudo, o bitcoin ganhou 2,7% e o ethereum perdeu 2,3%.

O bitcoin vem apresentando um comportamento semelhante ao do ouro, atuando como um "ativo de refúgio" - embora sinais macroeconômicos estejam limitando o interesse dos investidores nessa função, afirma James Butterfill, da CoinShares.

Ele acredita que uma resolução para o conflito com o Irã ou uma "deterioração ainda maior da confiança na dívida soberana dos EUA" poderia permitir que o bitcoin rompesse a resistência de US$ 80.000.

Quanto à inflação, Butterfill avalia que a precificação do mercado para um aumento de juros em setembro ainda parece excessivamente agressiva, "especialmente diante de dados mais fracos do mercado de trabalho e da divergência que começa a surgir no Fed sobre o peso a ser atribuído à inflação em relação ao emprego".

Os outros eventos cruciais no horizonte são a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em 11 de setembro e a votação processual do Senado sobre a Clarity Act em 15 de setembro. Esse projeto de lei, favorável ao setor, classificaria as criptomoedas como commodities, e não como valores mobiliários.

(Com informações Dow Jones Newswires)

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