Durigan diz esperar racionalidade do mercado após choque eleitoral

Queda das ações foi explicada por troca de posições dos investidores que apostavam no resultado da oposição nas urnas, afirmou ministro

Manuela Miniguini, da CNN Brasil, em São Paulo

O desarranjo no mercado após as eleições de 2026 foi visto como "natural" pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, à medida que os investidores apostavam na vitória da oposição. Apesar disso, Durigan diz esperar por "racionalidade" a partir desta terça-feira (27) após choque eleitoral.

"Sem grandes oscilações, essa é a minha expectativa. Até porque se você compara o dólar no mundo hoje, o Brasil está um pouco na contramão, o dólar está se valorizando no resto do mundo, o que mostra já uma reação doméstica e uma acomodação de expectativa por aqui", afirmou o ministro.

 

Na última segunda-feira (26), após da confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o principal indicador do mercado de ações, o Ibovespa, despencou mais de 13%. O dólar, por sua vez, seguiu o movimento contrário e alcançou a maior alta diária dos últimos 23 anos.

Nesta manhã, porém, a queda arrefeceu e o Ibovespa ensaiava uma recuperação do tombo visto na véspera, enquanto a moeda americana cedia mais de 1%.

Segundo Durigan, o governo federal dialogou com o mercado financeiro depois das eleições para se estabelecer "parâmetros de racionalidade". "Ontem a gente teve uma troca de posição, o mercado estava apostando em um determinado candidato", explicou.

Ainda com a queda histórica, o Ibovespa acumula alta anual superior a 9%.

Durigan ainda confirmou a possibilidade de uma nova recompra de títulos do Tesouro.

"Eu falei com o secretário hoje de manhã e disse para ele que, na medida em que tiverem colocadas as condições e as necessidades de fazer intervenção, eu teria autorizado. Então, deve ter sim", finalizou. 

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