Juros futuros caem após Tesouro dos EUA aumentar operações de recompra

Taxa para janeiro de 2028 estava em 13,9%, ante o ajuste de 13,971% da sessão anterior

Por Igor Sodre, da Reuters
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As taxas dos DIs fecharam em queda nesta quarta-feira (19) ​acompanhando o movimento observado nos mercados de ​títulos do exterior, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar que irá dobrar o tamanho de algumas operações de recompra de títulos.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,9%, ante o ajuste de 13,971% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa ⁠do DI para janeiro de ​2035 estava em 14,66%, ante o ajuste de 14,779%.

Mais cedo, ​o Tesouro dos EUA anunciou a duplicação do volume das recompras de títulos ⁠com vencimentos de 10 a 30 anos ⁠para pelo menos US$4 bilhões por operação.

A medida, que estará ​em ‌vigor entre 9 de setembro a 4 de novembro, foi anunciada um dia ⁠após uma grande onda de vendas de títulos ter empurrado o rendimento dos títulos de 30 anos para seu nível mais alto desde 2007, em meio a temores ‌de ⁠uma escalada iminente ‌na guerra dos EUA e Israel contra o Irã e crescentes preocupações com a deterioração do quadro fiscal dos EUA.

"Esse movimento tirou a pressão no mercado de ⁠juros nos EUA e ao redor do ⁠mundo, inclusive no Brasil", destacou Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.

Por volta das 16h30, o rendimento ‌do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 6 pontos-base, a 4,647%. O retorno do papel de 30 anos recuava 9 pontos-base, a 5,193%.

Nesse contexto, a ata da última reunião de política monetária do ‌Federal Reserve, que era aguardada pelo mercado, ficou em segundo plano.

Divulgado durante a tarde, o documento mostrou que a preocupação com a inflação se aprofundou ⁠na reunião do Fed no mês passado, com “vários” formuladores de política monetária dispostos a aumentar as taxas de juros e “muitos” afirmando que um aumento nos custos de ​empréstimos seria necessário caso a inflação não caísse para a meta de 2% ​do banco central dos EUA.

Os agentes, agora, ficarão na expectativa pelos comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, que acontece na próxima semana. Localmente, o noticiário eleitoral segue ‌no foco.

(Por Igor Sodré)

 

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