Juros futuros fecham em alta com aversão a risco no Brasil

Taxa para janeiro de 2028 encerrou em 13,995%, alta de 6,0 ⁠pontos-base ante o ajuste de 13,935% da sessão ​anterior

da Reuters
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As taxas dos DIs fecharam em alta em toda ​a curva nesta sexta-feira (14) em ​uma sessão marcada pela maior aversão a risco nos mercados domésticos e pela saída de capital estrangeiro do país, impulsionada por temores diante do cenário eleitoral.

O movimento também refletiu a escalada das tensões no Oriente Médio, que trouxeram ⁠mais cautela aos mercados ​globais, e dados da economia norte-americana.

A taxa ​do DI para janeiro de 2028 encerrou a sexta ⁠em 13,995%, alta de 6,0 ⁠pontos-base ante o ajuste de 13,935% da sessão ​anterior. ‌Já a taxa para janeiro de 2035 fechou em ⁠14,710%, com alta de 8,2 pontos-base ante o ajuste de 14,628%.

Diferentemente da véspera, quando a ponta curta operou na contramão, ‌todos ⁠os vencimentos ‌fecharam em alta nesta sexta-feira.

As expectativas de uma alta de juros nos EUA em setembro diminuíram nesta semana, depois ⁠que a divulgação de dados ⁠benignos de inflação ajudou a aliviar as preocupações com as pressões sobre ‌os preços.

Ainda assim, o aumento das tensões no Oriente Médio afetava o humor dos investidores e impulsionava os futuros do petróleo Brent.

Os Estados Unidos disseram que ‌podem manter indefinidamente um bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto ⁠as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas -- cenário que se soma aos ataques a mais dois navios no Estreito de ​Ormuz, o que deixou o tráfego na região praticamente parado.

O ​rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- fechou com variação de +0,94% (alta de 4,4 pontos-base), a 4,6922%, ante 4,6486% ‌no pregão anterior.

 

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