Ibovespa fecha em alta com alívio no Tesouro dos EUA; dólar cai
Bolsa brasileira encerra maior série de perdas desde 2023, com 11 fechamentos negativos
O Ibovespa encerrou em alta nesta quarta-feira (19) em meio ao forte alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos, mas sem conseguir sustentar o patamar dos 170 mil pontos alcançado no melhor momento do dia.
Incertezas em torno do cenário eleitoral, em um ambiente de preocupações com o quadro fiscal e o nível dos juros no país, bem como potencial desaceleração da atividade econômica, continuam pesando no pregão brasileiro, assim como a forte saída de capital externo em agosto.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,86%, a 167.764,31 pontos, de acordo com dados preliminares.
Na máxima do dia, porém, chegou a 170.340,60 pontos. Na mínima, alcançou 166.334,73 pontos.
O volume financeiro no pregão somava R$ 24,88 bilhões antes dos ajustes finais.
Nos 11 pregões anteriores, quando registrou a maior série de perdas diárias desde 2023, o Ibovespa acumulou uma queda de 6,55%
No exterior, o dólar fechou a sessão em queda firme frente ao real, acompanhando a fraqueza da moeda norte-americana no mercado internacional. O movimento também foi influenciado pelo anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que pretende dobrar o volume de algumas operações de recompra de títulos.
A mpeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,86%, aos R$ 5,1777 na venda.
Cenário
A recuperação ocorre após o Ibovespa acumular uma queda de 6,55% nos últimos 11 pregões, quando registrou a maior série de perdas diárias consecutivas desde 2023.
O declínio recente tem como pano de fundo a saída de capital externo, bem como incertezas em torno do cenário eleitoral e as expectativas para os juros, além das incertezas no cenário geopolítico.
Até a última sexta-feira, o fluxo de estrangeiros em agosto estava negativo em R$18,1 bilhões.
De acordo com o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado continua dividido entre a desaceleração da atividade, que favorece novos cortes da Selic, e o aumento do prêmio de risco provocado pelo cenário fiscal e eleitoral.
No exterior, o norte-americano S&P 500 subia 0,39%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos recuava a 4,6506%, de 4,706% na véspera.
Investidores aguardam a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve. Naquele encontro, no final de julho, o banco central norte-americano manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%


