Ouro sobe e encerra semana com ganhos apesar de alta de juros dos EUA

Na Comex, o metal para dezembro encerrou em alta de 0,57%, a US$ 4.424,9 por onça-troy

Matheus Andrade, especial para a AE, do Estadão Conteúdo
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O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira (18) encerrando uma semana de ganhos para o metal, apesar da elevação de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) na quarta-feira (16).

Neste contexto, analistas buscam entender a correlação dos preços com as taxas e os rendimentos dos Treasuries para antecipar tendências nas cotações da commodity.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York ), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,57%, a US$ 4.424,9 por onça-troy.

Na semana, a alta foi de 0,36%.

A prata para dezembro avançou 1,59%, a US$ 67,14 por onça-troy. Na semana, a alta foi de 3%.

Uma análise do Commerzbank sobre as movimentações dos preços do ouro após decisões do Fed mostra que a principal reação ocorre no próprio dia do anúncio do Fed, e não na divulgação da ata. Nos dias de decisão, o ouro apresenta um efeito estimado de aproximadamente -0,38% para cada ponto-base de surpresa na política monetária.

"É verdade que episódios de euforia dos investidores - impulsionados principalmente por receios quanto à desvalorização do dólar - e as compras expressivas por parte dos bancos centrais distorceram a relação tradicional entre os preços dos metais preciosos, as taxas de juros dos EUA e o dólar", aponta a Capital Economics.

"No entanto, nossa avaliação é de que a pressão de baixa sobre os preços exercida pelos fatores determinantes tradicionais prevalecerá à medida que o suporte de fatores compensatórios diminuir.

Consequentemente, projetamos uma queda de quase 10% nos preços do ouro este ano, em direção ao patamar de US$ 4.000 por onça-troy", conclui.

Segundo o Financial Times, o governo da Venezuela e a oposição do país estão perto de chegar a um acordo para transferir as reservas de ouro do banco central, avaliadas em cerca de US$ 4 bilhões, do BoE (Banco da Inglaterra) para o Fed de Nova York.

Pelos termos do acordo em discussão, o governo interino de Delcy Rodríguez obteria controle legal sobre o ouro, mas não teria permissão para vender imediatamente os ativos.

Em vez disso, o ouro poderia ser usado como garantia para empréstimos contraídos pelo governo para financiar gastos, inclusive a reconstrução após o terremoto duplo de junho.

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