Ouro sobe e encerra semana de ganhos com suporte de demanda de BCs

Na Comex, metal para dezembro encerrou em alta de 1,43%, a US$ 4.216,30 por onça-troy

Matheus Andrade, especial para a AE, do Estadão Conteúdo
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O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira (9) encerrando uma semana de ganhos para o metal, ainda que as perspectivas de juros mais elevados nos Estados Unidos diante de um avanço nos preços do petróleo tenham pesado nos preços.

A demanda de bancos centrais persiste diante das incertezas globais e dá suporte à cotação.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 1,43%, a US$ 4.216,30 por onça-troy. A prata para dezembro avançou 2,73%, a US$ 61,04 por onça-troy. Na semana, as altas foram de 1,54% e 1,04%, respectivamente.

"O ouro permanece dividido entre a incerteza geopolítica e fiscal, de um lado, e o custo de oportunidade decorrente dos elevados rendimentos reais, de outro. Observamos o ouro consolidando-se em torno da zona de suporte de US$ 4.100, e uma recuperação acima deste nível é necessária para melhorar as perspectivas de curto prazo", afirma a Sucden Financial.

O PBoC (Banco Popular da China) realizou compras significativas de ouro em setembro. Segundo o PBoC, as reservas de ouro aumentaram 740.000 onças em relação ao mês anterior, ou seja, 23 toneladas. Isso estendeu a sequência de compras mensais para 23 meses.

Foi também o maior volume de compra mensal em três anos, aponta o Commerzbank.

As únicas outras instituições com reservas de ouro maiores são o Fed (Federal Reserve), o Deutsche Bundesbank e o FMI (Fundo Monetário Internacional). As compras de ouro do PBoC são um fator-chave para que o preço do ouro não tenha sofrido maior pressão decorrente das expectativas de alta nas taxas de juros.

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