Petróleo fecha em baixa, mas acumula alta de 9% na semana com Oriente Médio

Commodity interrompe sequência de altas, mas ainda se mantém acima dos US$ 100 por barril

Manuela Miniguini, da CNN Brasil*, Marina Miano, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (11), após acumular forte aumento durante a semana devido aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 2,3% (US$ 2,43), a US$ 100,05 o barril.

O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 2,81% (US$ 3,02), a US$ 104,61 o barril.

Na semana, o WTI e o Brent saltaram 9,37% e 8,65%, respectivamente.

A commodity interrompeu a sequência de altas dos últimos dias pela manhã, e chegou a ceder mais de 3% nas primeiras horas do dia.

Às 11h19 (de Brasília), os barris do Brent eram comercializados por US$ 104,55, uma desvalorização de 2,85% ante o fechamento. O WTI, por sua vez, comercializado na Nymex (Bolsa de Nova York), caia 3,22%, com o barril cotado a US$ 99,2.

Durante um avanço para ampliar o controle sobre rotas marítimas, os houthis chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim. Forças do governo ienemita teriam se retirado da ilha, segundo a Reuters, enquanto os houthis também tomaram Dhubab, no Mar Vermelho.

Segundo a CNN, em resposta, mais de 100 conselheiros militares dos EUA estão na Arábia Saudita fornecendo inteligência e apoio estratégico na definição de alvos contra os houthis.

Além disso, ministros das Relações Exteriores do Golfo devem se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Omã na segunda-feira (14), conforme reportado pelo Financial Times.

O encontro tem como objetivo conquistar apoio regional para um acordo temporário para a navegação no Estreito de Ormuz.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a escassez no mercado de produtos refinados é "mais aguda", classificando o choque na oferta de petróleo bruto como "insignificante" em comparação com produtos como diesel e gasolina. A entidade prevê, em relatório, quedas mais acentuadas no consumo e na oferta mundial de petróleo neste ano.

Segundo a Reuters, os EUA avaliam como usar uma legislação de defesa para ampliar a capacidade de refino de petróleo no país, diante da vulnerabilidade da oferta global e disparada dos preços de combustíveis.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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