Petróleo sobe com ameaça de sanções dos EUA a parceiros do Irã

Brent fechou a US$ 94,39 o barril, alta de 61 centavos de dólar, ou 0,65%, enquanto WTI encerrou a US$ 87,06 o barril, alta de ⁠23 centavos de dólar, ou 0,26%

Por Erwin Seba, da Reuters
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Os contratos futuros de petróleo internacionais e dos Estados Unidos ​subiram nesta sexta-feira (21) depois que o presidente dos ​EUA, Donald Trump, ameaçou impor sanções econômicas aos parceiros comerciais do Irã, aumentando as expectativas de uma oferta mais restrita nas próximas semanas.

Os futuros do petróleo Brent, referência internacional, fecharam a US$ 94,39 o barril, alta de 61 centavos de dólar, ou 0,65%. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fechou a US$ 87,06 o barril, alta de ⁠23 centavos de dólar, ou 0,26%.

O Brent ​registrou alta de 6,39%, enquanto o WTI subiu 5,66% nesta semana, ​com ambos atingindo suas maiores cotações desde 24 de julho na sessão anterior.

“As ⁠sanções têm sido a única coisa capaz ⁠de colocar o Irã na linha”, disse John Kilduff, sócio ​da ‌Again Capital.

O Irã afirmou nesta sexta-feira que sua resposta a quaisquer novas ameaças ⁠dos EUA seria “devastadora”, depois que Washington prometeu impor as sanções financeiras mais severas da história com o objetivo de derrubar a liderança iraniana.

“O impacto imediato sobre a oferta pode ‌ser ⁠limitado, já que ‌as exportações iranianas já estão fortemente restringidas pelo bloqueio naval dos EUA”, disse Crispus Nyaga, analista de pesquisa da Empire FX.

“No entanto, um aumento nos incidentes com ⁠navios e retaliações contra as sanções econômicas ⁠poderiam agravar a situação atual, em um momento em que o tráfego pelo Estreito de Ormuz ‌permanece bem abaixo dos níveis normais.”

Mas estão sendo encontradas soluções alternativas e fontes de abastecimento enquanto o Estreito de Ormuz permanece restrito, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group.

“Ormuz ainda é um problema, mas não é mais ‌a única questão”, disse Flynn em uma nota matinal. “Oleodutos, navios de transporte, o xisto dos EUA, uma Venezuela em recuperação (embora com gargalos) e os Emirados Árabes ⁠Unidos sem restrições estão todos contribuindo com mais barris.”

Os preços do petróleo subiram devido às preocupações com a contínua redução da oferta por parte dos principais produtores, ​como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

O acordo de paz anterior entre ​os EUA e o Irã expirou nesta semana, sem que nenhuma das partes fizesse esforços para retomar as negociações.

(Reportagem de Erwin Seba em Houston, Anushree Mukherjee em Bengaluru, Enes Tunagur em Londres e ‌Sudarshan Varadhan em Cingapura)

 

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