Conteúdo Patrocinado:
Conteúdo patrocinado é o espaço para as marcas se comunicarem com o público.
Logo MRV.

Comprar com a obra em andamento: diferença do lançamento e do imóvel pronto

Compreender as fases de construção, a estrutura de pagamento sem juros durante a obra, as exigências de documentação e a verificação do cronograma é fundamental para manter a aquisição como um investimento seguro e rentável

Fernanda de Paula

Comprar um apartamento com a obra em andamento representa o ponto de equilíbrio entre a economia do lançamento e a entrega imediata do imóvel pronto. Nessa fase intermediária, o comprador garante um preço inferior ao praticado no mercado pós-chaves, reduz o tempo de espera pela entrega e encurta a incidência do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobre o saldo devedor, além de manter a vantagem de parcelar a entrada com a construtora enquanto o empreendimento é erguido.

Essa alternativa atende a quem busca prever a data de mudança com maior precisão e precisa de prazo para planejar os custos com o mobiliário e a documentação, sem a necessidade de desembolsar imediatamente todo o valor de entrada exigido na compra de um imóvel pronto.

Obra em andamento vs. lançamento: menor espera e menor exposição ao INCC

A fase de lançamento ocorre quando a construtora obtém o Registro de Incorporação (RI) e as licenças municipais para iniciar as vendas. Nessa etapa inicial, os preços são mais baixos para captar os recursos necessários ao início dos trabalhos no canteiro. No entanto, o comprador assume um prazo de espera mais longo e um tempo maior de incidência de correções monetárias.

Quando a compra é realizada com a obra em andamento, a dinâmica financeira e operacional muda em pontos centrais:

  • Preço do metro quadrado: o imóvel já absorveu os primeiros reajustes de valorização decorrentes do avanço físico da edificação. O valor é superior ao do lançamento, mas permanece consideravelmente menor do que o cobrado por unidades concluídas na mesma região.
  • Tempo de incidência do INCC: as parcelas de entrada e o saldo devedor com a construtora continuam corrigidos pelo INCC durante a construção. Contudo, como parte do cronograma de engenharia já foi cumprido, o período de correção do contrato é menor do que no lançamento.
  • Redução do prazo de entrega: o comprador aguarda menos tempo para receber as chaves, pois etapas como a terraplanagem, a contenção e a fundação já foram superadas.

As formas de pagamento

Adquirir um imóvel na planta ou com as obras em andamento pode proporcionar uma economia de 20% a 30% em relação ao preço praticado no mercado pós-chaves. A modalidade também oferece condições facilitadas de pagamento — a exemplo do parcelamento da entrada, sem a cobrança de juros remuneratórios durante a construção — e permite o acompanhamento do cronograma de engenharia.

A comparação com o imóvel pronto evidencia diferenças marcantes na estrutura de pagamento e na contratação do financiamento bancário. Enquanto a aquisição de uma unidade pronta exige a quitação imediata de uma entrada elevada (que pode chegar a um valor entre 20% e 30% do valor do bem) e a contratação simultânea do financiamento habitacional, a compra em obras oferece maior margem de manobra financeira, já que a entrada pode ser diluída em parcelas mensais até o término da construção.

Nessa fase intermediária, a contratação definitiva do financiamento bancário ocorre ao final da obra, com a emissão do Habite-se. Durante o período de construção, nas modalidades de crédito associativo, incide a cobrança da taxa de evolução de obra (os juros de obra repassados pela instituição financeira à medida que as medições do canteiro são aprovadas).

No imóvel pronto, por outro lado, a contratação do financiamento bancário é imediata, e a entrada exige capital à vista ou em curto prazo, sem a margem de parcelamento estendido proporcionada pela fase de obras.

Do ponto de vista prático, enquanto o imóvel pronto permite a ocupação imediata, a unidade em obras exige um planejamento temporário. Em contrapartida, concede uma janela de tempo para cotar móveis planejados, para organizar a mudança e para preparar a reserva de caixa destinada aos custos cartorários.

Vantagens estratégicas: custos reduzidos, instalações novas e planejamento

A opção pela unidade na planta ou em andamento traz benefícios operacionais e econômicos para diferentes perfis de compradores:

  • Potencial de valorização: o preço do metro quadrado em construção é inferior ao de unidades concluídas. Conforme a obra avança e o entorno ganha infraestrutura, o bem acumula ganho de capital, o que entrega ao proprietário um ativo valorizado no momento do recebimento das chaves.
  • Customização e escolha de acabamentos: a depender do estágio de execução das obras, a construtora pode permitir a personalização de revestimentos, de louças, de metais e outras adequações possíveis de acordo com o tipo de projeto.
  • Tempo para a organização da mudança: a janela temporal de construção (geralmente entre 18 e 36 meses) permite ao morador planejar a compra de móveis sob medida, a cotação da decoração e a criação de uma reserva financeira para as despesas pós-chaves.

Critérios de escolha: financeiro, vizinhança e registro legal

A decisão de compra deve ser amparada por uma análise detalhada de custos, de localização e de legalidade do projeto, a fim de evitar decisões impulsivas na primeira visita ao estande de vendas.

O planejamento financeiro deve somar o valor das parcelas de entrada, os reajustes do INCC, eventuais parcelas intermediárias, a estimativa do financiamento bancário pós-chaves e os custos cartorários de documentação, como o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o registro de imóveis, que podem somar entre 4% e 8% do valor do bem.

Também é recomendado visitar o entorno do terreno de dia, à noite e aos finais de semana, para avaliar o fluxo de trânsito, o nível de ruído, a iluminação pública e o escoamento de águas pluviais em dias de chuva, bem como a proximidade de transporte coletivo e de feiras livres.

Antes de assinar o contrato, o comprador pode solicitar a certidão de propriedade do terreno e o número do Registro de Incorporação (RI) no Cartório de Registro de Imóveis, além de checar a aprovação do alvará de construção na prefeitura. O Memorial Descritivo deve ser lido com atenção, pois especifica com exatidão os materiais, as louças, os revestimentos e os equipamentos das áreas comuns que a construtora tem a obrigação de entregar.

Como funciona o acompanhamento da obra com a MRV

Com a MRV, o comprador compreende com clareza o papel da empresa e acompanha o cronograma de engenharia:

  • Incorporadora vs. construtora: a incorporadora é responsável pela estruturação do negócio, pela viabilidade financeira, pela obtenção de licenças, pelos registros em cartório e pelas vendas. A construtora, por sua vez, é a empresa contratada para executar a obra física, para gerenciar os canteiros, para contratar a mão de obra e para garantir a qualidade estrutural do edifício. Em grandes grupos imobiliários, como a MRV, as duas funções podem acontecer de forma integrada.
  • Rastreamento de etapas: é direito do comprador acompanhar a evolução física do projeto e solicitar esclarecimentos sobre o cronograma. Atrasos eventuais na etapa de fundação ou na de estrutura costumam impactar as fases subsequentes de acabamento.
  • Transparência digital: empresas consolidadas facilitam o acompanhamento por meio da tecnologia. A MRV, por exemplo, disponibiliza portais de atendimento e aplicativos nos quais o cliente monitora a porcentagem de evolução de cada etapa da obra, consulta os relatórios fotográficos periódicos e acessa a gestão financeira do seu contrato.

Ao alinhar a pesquisa de mercado ao planejamento financeiro e à checagem dos documentos legais, a aquisição de um imóvel em construção é uma alternativa eficiente para a conquista da casa própria e para a consolidação de patrimônio.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais