Juíza mantém processo contra OpenAI após venda de ações da Microsoft

Processo movido pelo ‌The Times acusa as empresas de usar milhões de artigos de jornais sem permissão para treinar o ChatGPT

Por Blake Brittain, da Reuters
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A juíza federal Ona Wang, que supervisiona ​as questões pré-julgamento em um processo ​histórico sobre direitos autorais movido por autores e veículos de comunicação, incluindo o New York Times contra a OpenAI e seu maior financiador, a Microsoft, revelou em um documento judicial em Manhattan na sexta-feira que possuía ações da Microsoft, mas não se ⁠declararia impedida de ​participar do caso.

Wang afirmou no processo que, embora ​as normas judiciais normalmente exigissem seu afastamento, ela havia vendido ⁠a sua participação na empresa ⁠e que isso não havia afetado nenhuma de ​suas ‌decisões.

A juíza também afirmou que continuar supervisionando o caso ⁠seria de interesse público para "evitar que o assunto fosse reatribuído a outromagistrado".

Representantes da Microsoft, da OpenAI e do The New York ‌Times não ⁠responderam imediatamente ‌aos pedidos de comentários sobre o processo nesta segunda-feira.

Um porta-voz do tribunal de Wang, o Tribunal Distrital dos EUA para ⁠o Distrito Sul de Nova ⁠York, e um advogado dos autores recusaram-se a comentar.

O processo movido pelo ‌The Times, inicialmente apresentado em 2023, acusa a OpenAI e a Microsoft de usar milhões de artigos de jornais sem permissão para treinar o ChatGPT.

Os autores, entre os quais ‌John Grisham, Jonathan Franzen e George RR Martin, processaram separadamente as empresas no mesmo ano por utilizarem seus ⁠livros para treinar o popular chatbot da OpenAI.

Esses casos e ações judiciais relacionadas contra a OpenAI foram consolidados em Nova ​York no ano passado.

Dezenas de outras queixas também foram apresentadas por ​detentores de direitos autorais contra empresas de tecnologia pelo que consideram o roubo de seu material para treinar sistemas de IA.

 

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