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    Motoristas de aplicativo fazem greve nesta segunda-feira (15)

    Entidades calculam que 70% dos profissionais da categoria em todo o país devem aderir à manifestação

    Paralisação deve se estender até às 4h da manhã da terça-feira (16)
    Paralisação deve se estender até às 4h da manhã da terça-feira (16) Pexels

    Tamara Nassifda CNN

    em São Paulo

    Motoristas que atuam via aplicativo, como Uber e 99, anunciaram nesta segunda-feira (15) que estão em greve por melhores condições de trabalho. A paralisação — que deve se estender das 4h de hoje até às 4h da terça-feira — já tem adesão parcial dos condutores e afeta passageiros em algumas cidades do país.

    “Infelizmente, após inúmeras tentativas de negociações sem sucesso sobre o repasse aos motoristas junto às empresas, vimos a necessidade de realizar esta paralisação na tentativa de termos nossas reivindicações atendidas”, diz a Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp), em nota divulgada à imprensa.

    “A paralisação é nacional, visando a melhoria da classe como um todo.”

    A greve, convocada pelas redes sociais, conta também com o apoio da Federação dos Motoristas por Aplicativo do Brasil (Fembrapp). As entidades calculam que 70% dos profissionais da categoria em todo o país devem aderir à manifestação.

    Entre as reivindicações, os motoristas pedem por reajuste da tarifa mínima dos atuais R$ 5,50 para R$ 10 e a diminuição da comissão cobrada pelas empresas, que, segundo a Amasp, pode chegar a até 60% do valor total das corridas.

    “Sabemos que os passageiros já pagam um valor maior do que é repassado. Com isso, as empresas chegam a ficar com quase 60% do valor total, e os motoristas têm grandes dificuldades para obter um lucro no final do dia”, afirma a nota.

    Além disso, os motoristas pedem por uma cobrança adicional para cada parada solicitada durante a corrida, benefícios trabalhistas, como seguro de vida e de saúde, e maior segurança em corridas em dinheiro.

    A categoria ainda reivindica por maior transparência no banimento de condutores e proteção contra assaltos e roubos nas áreas urbanas, com o uso de reconhecimento facial.

    À CNN, o presidente da Amasp, Eduardo Lima de Souza, afirmou que os efeitos da paralisação já aparecem nos preços das corridas.

    “O preço dinâmico, que é quando tem muita demanda de passageiro e pouca oferta de motorista, já bateu o teto. Então em uma corrida que o passageiro pagaria R$ 10, ele vai pagar R$ 40”, diz ele.

    “Mesmo no Twitter, vemos que muitos passageiros estão reclamando do serviço hoje, enquanto, em alguns outros lugares, tem quem diga que não teve problema nenhum. É normal isso, né, já era de se esperar que muitos motoristas iriam trabalhar, mas, aqui da nossa vista, já vemos um saldo muito bom, só de ter batido esse teto do dinâmico já mostra os impactos.”

    Lima estima que cerca de 60% dos motoristas de São Paulo aderiram à paralisação. Segundo ele, os manifestantes estão concentrados na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e, de lá, farão uma carreata até o Itaim Bibi. Depois, devem ir para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para “entregar uma carta para a Casa”.

    Procuradas, a Uber e 99 se manifestaram por meio da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec):

    “A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) respeita o direito de manifestação e informa que as empresas associadas mantêm abertos seus canais de comunicação com os motoristas parceiros, reafirmando a disposição para o diálogo contínuo, de forma a aprimorar a experiência de todos nas plataformas.”