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    Na trilha financeira, é preciso traduzir ousada visão política em iniciativas, diz Haddad

    Legado da presidência da Índia no G20 é referência para o avanço em 5 áreas críticas. Veja quais são

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala em cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília
    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala em cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília 28/08/2023REUTERS/Adriano Machado

    Aline Bronzati, enviada especial, do Estadão Conteúdo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil vai aproveitar o legado da presidência da Índia no G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, para avançar em cinco áreas críticas na trilha financeira.

    Trata-se da parte dedicada a resolver problemas econômicos e financeiros e que conta com a participação dos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais.

    “A presidência brasileira do G20 proporá em breve prioridades articuladas para cada um dos grupos de trabalho e forças-tarefa da trilha financeira, visando traduzir esta agenda em políticas e resultados concretos, acordados entre todos os membros do G20”, disse Haddad, ao discursar em reunião que aconteceu em Marrakesh, no Marrocos.

    As cinco áreas críticas são: coordenação eficaz entre políticas econômicas e financeiras a nível global para prevenir riscos; reforma das instituições financeiras internacionais para torná-las mais representativas e preparadas para cumprir a sua missão central; nova visão para uma tributação internacional justa, correção de desigualdades e fim a brechas legais que permitem a evasão fiscal; apoiar países de baixa e média renda para que resolvam dívidas; criar mecanismos apropriados de compartilhamento de riscos entre o capital público e privado para financiar transformações ecológicas equitativas.

    O ministro brasileiro lembrou que além dos grupos de trabalho já em curso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou duas novas forças-tarefa: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra as Mudanças Climáticas.

    “Estas novas forças-tarefa reafirmam o compromisso do Brasil com as prioridades anunciadas em Nova Délhi e serão coorganizadas pela trilha financeira do G20”, concluiu Haddad.

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