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    Necessidade de novos aumentos dos juros “tornou-se menos certa”, mostra ata do Fed

    BC dos EUA elevou taxa para a banda de 5% e 5,25% em maio

    Membros do Fed voltam a se reunir em junho
    Membros do Fed voltam a se reunir em junho 18/03/2008REUTERS/Jason Reed

    Por Howard Schneider, da Reuters

    Autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) “concordaram em geral” no mês passado que a necessidade de novos aumentos na taxa de juros “tornou-se menos certa”, com várias delas dizendo que o aumento de 0,25 ponto percentual aprovado então poderia ser o último, de acordo com a ata do encontro de 2 e 3 de maio divulgada nesta quarta-feira (24).

    Outros alertaram que o banco central dos EUA precisa manter suas opções em aberto devido aos riscos de inflação persistente.

    O nível da taxa básica definido em maio, em uma faixa entre 5% e 5,25%, corresponde ao pico médio esperado pelas autoridades em suas projeções econômicas de dezembro e março.

    “Vários participantes observaram que, se a economia evoluir de acordo com suas perspectivas atuais, pode não ser necessário mais aperto após esta reunião”, disse a ata, dando peso às expectativas de que o Fed provavelmente fará uma pausa em sua agressiva campanha de aumento de juros na próxima reunião, de 13 a 14 de junho.

    No entanto, houve divisão sobre a trajetória à frente.

    Com a equipe do Fed ainda projetando uma recessão leve neste ano, algumas autoridades “viram evidências de que o aperto do ano passado estava começando a ter o impacto pretendido”, com “quase todos os participantes” vendo riscos para o crescimento devido ao aperto do crédito bancário.

    No entanto, “quase todos” também viram riscos de alta para a inflação, e “muitos participantes se concentraram na necessidade de manter as opções” de manutenção dos juros ou de aumentá-los. Alguns viram a necessidade de mais aumentos de juros como “provável”.

    Além disso, “alguns participantes enfatizaram que era crucial” não comunicar que os cortes de juros são prováveis ou que os aumentos “foram descartados”.

    O movimento do mês passado para elevar a taxa de juros de referência do banco central em 0,25 ponto percentual teve “um apoio generalizado muito forte”, disse o chair do Fed, Jerome Powell, em sua coletiva de imprensa após a reunião, há três semanas, mas também veio com linguagem no comunicado que abriu a porta para manter os juros a partir dali.

    O Fed mudou para uma abordagem reunião a reunião após o aumento da taxa de juros em maio, talvez pausando os aumentos por um tempo, para ao menos permitir que a economia e o sistema financeiro se ajustem totalmente aos rápidos aumentos nos custos de empréstimos dos últimos 14 meses.

    “Os participantes enfatizaram a importância de comunicar ao público a abordagem dependente de dados”, disse a ata sobre a decisão do Fed de mudar sua orientação e abrir a porta para uma pausa no aumento dos juros, ao mesmo tempo em que mantém aberta a possibilidade de novos aumentos.

    Novas projeções serão divulgadas na reunião de junho, mas os dados mais recentes deram pouca clareza sobre para onde a batalha da inflação do Fed está indo e com que rapidez. O ritmo dos aumentos de preços está desacelerando, mas apenas modestamente, e a economia continua mais forte do que o esperado em aspectos importantes, principalmente no crescimento de empregos e salários.

    No entanto, também há sinais de desaceleração da economia, e um surto de estresse no sistema financeiro levou a expectativas de aperto na disponibilidade de crédito para empresas e famílias.