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Ações da Nvidia fecham em queda após anúncio de venda do SoftBank

Grupo japonês anunciou venda de US$ 5,8 bilhões em papéis da gigante tech, elevando preocupações de uma bolha de IA

Gisela Lammers, da CNN Brasil*
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Os papéis da Nvidia fecharam em queda nesta terça-feira (11), com investidores repercutindo o desembarque do SoftBank na companhia, em um negócio de US$ 5,83 bilhões.

O anúncio do conglomerado japonês aumenta a pressão no setor de tecnologia em meio ao temor dos investidores da formação de bolha no segmento de inteligência artificial.

Os papéis da companhia encerraram o dia com perda de 2,96%, negociados a US$ 193,16.

O desempenho da companhia contribuiu para a Nasdaq — bolsa em Nova York que concentra ações de tecnologia — encerrar o dia com perda de 0,25%, na contramão das altas do S&P 500 e Dow Jones, de 0,21% e 1,18%, respectivamente.

O SoftBank informou que pretende dobrar a aposta na OpenAI, depois de observar o lucro do 2º trimestre do ano mais que dobrar e chegar a 2,5 trilhões de ienes (US$ 16,6 bilhões, o equivalente a mais de R$ 87,5 bilhões na cotação atual), em partes devido à valorização da participação na criadora do ChatGPT.

Na apresentação do resultado operacional, a empresa japonesa destaca que a OpenAI conseguiu resultados mais rápidos de valorização do que empresas como Google, Meta, Amazon e a própria Nvidia.

Este é o segundo grande golpe envolvendo o nome da Nvidia em poucos dias. Na semana passada, Michael Burry, o famoso investidor retratado em "A Grande Aposta", anunciou que estava apostando na desvalorização dos papéis da companhia.

O fundo de Burry, Scion Asset Management, comprou aproximadamente US$ 187,6 milhões em puts da Nvidia e US$ 912 milhões em puts da Palantir, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.

Burry é conhecido por sua previsão profética de que o mercado imobiliário americano entraria em colapso em 2008. Ele foi perfilado no livro "A Grande Aposta", de Michael Lewis, e interpretado por Christian Bale na adaptação cinematográfica de 2015.

*Com informações de Fabrício Julião, da CNN Brasil, e da CNN Internacional

 

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