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Ações da Oi despencam 35% após decreto de falência; B3 suspende negociações

Telecom estava em recuperação judicial há quase uma década

Da CNN Brasil
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Telecom estava em recuperação judicial há quase uma década  • Foto: Paulo Whitaker/Reuters
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As ações da Oi (OIBR3) despencaram mais de 35% nesta segunda-feira (10), após o decreto de falência da companhia, que estava em recuperação judicial há quase uma década.

A B3 suspendeu as negociações do papel por volta de 14h50, citando que medida o segue as normas que permitem a paralisação de negócios para preservar a transparência e o bom funcionamento do mercado.

Nesta hora, os papéis da companhia registravam pera de 35,7%, negociados a R$ 0,18.

A bolsa brasileira não informou quando ou se as ações voltarão ao pregão.

Falência decretada

A falência da telecom foi expedida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decretando a convolação do processo de recuperação em falência.

"Não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida", descreveu.

No despacho, a magistrada apontou ainda para a liquidação ordenada dos ativos da Oi, visando maximizar o valor para pagamento do saldo remanescente junto aos credores.

"Cessada a sanha de liquidação desenfreada, além da garantia da ininterrupção dos serviços de conectividade, é possível se proceder à sua liquidação ordenada, na busca da maximização de ativos em prol de todos aqueles atingidos pelo resultado deste processo".

A juíza determinou a continuação provisória das atividades da Oi até que os serviços sejam assumidos por outras empresas.

*Com informações de Estadão Conteúdo

 

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