Alckmin: Governo avaliará proposta de supermercados para venda de remédios

Abras fez proposta no início do ano pedindo permissão para venda de medicamentos que não precisam de receita médica

Alberto Alerigi Jr., da Reuters, em São Paulo
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin  • 10/12/2024 REUTERS/Adriano Machado
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O ministro do Desenvolvimento e vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que vai avaliar a proposta de supermercados para a venda de medicamentos em lojas do setor, hoje restrita a farmácias.

"Claro que essa proposta é cautelosa, só para os (medicamentos) que não têm prescrição, com presença (de) farmacêutico. É uma questão, sim, a ser estudada e vamos levar a proposta da Abras para o governo", disse Alckmin sem dar detalhes, durante evento da associação de supermercadistas, a Abras.

A venda de medicamentos em supermercados, defendida há anos pelo setor, foi implantada em 1994 no país "e durou um ano só e caiu", disse Alckmin.

A Abras fez no início do ano uma proposta ao governo para receber permissão para venda de medicamentos que não precisam de receita médica, como analgésicos e antigripais, em supermercados, pleito que tem enfrentado oposição do setor de farmácias.

Segundo a proposta da entidade apresentada na época, a venda de remédios que não precisam de receita em supermercados pode reduzir os preços em 35%. O setor reclama que enquanto farmácias vendem vários tipos de produtos além de remédios, supermercados são privados de comercializar medicamentos.

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